sábado, 27 de fevereiro de 2016

PRIMEZERO – Nova banda de Heavy Metal da baixa-mogiana não deixa pedra sobre pedra!



PRIMEZERO – “Primezero” (2015)
FAIXAS:
1.   Nothing Will Remain/
2.   Deuses de Papel/
3.   All my Fears/
4.   Alumina/
5.   All my Fears (unplugged)/

  Banda nova, com músicos novos, muita garra, talento, técnica de sobra e letras bem trabalhadas, aliás, tudo aí é bem trabalhado, milimetricamente planejado e arquitetado pelos músicos envolvidos, os irmãos Diego Franco (v) e Daniel Franco (bt) aliados aos guitarristas Nivaldo Mortais e Michel Massini e o baixista Daniel Coruja executaram um trabalho de primeira que em muitos momentos lembra DR. SIN, sim, não é exagero não, realmente eles manjam das técnicas e, principalmente os dois irmãos, que vieram de uma família musical, tem feeling de sobra.
  Fico feliz em ouvir um trabalho assim, recentemente o guitarrista Nivaldo Mortais deixou a banda que agora é um quarteto com apenas uma guitarra, veremos como ficará o som no primeiro full-lenght, porque nesse EP tá mais do que aprovado.
  A faixa de abertura é pesada e ultra-mega-trampada, serve de cartão de apresentação de quem eles são talvez, mas eu acho que pecou um pouco pelo excesso de quebradas nas levadas, o que não deixa tempo pra bangear direto, mas, talvez esse seja o intuito deles, sabe-se lá. O que importa é que fizeram um baita clipe legal pra ela (https://www.youtube.com/watch?v=jSgpW9rrgNw ).
  A segunda é na pegada mais direta, com letra em bom português e temática crítica, ‘Deuses de Papel’ vem pra botar moral.
  Como toda banda que se preze nessa levada tem que ter uma boa balada, eles também tem, ‘All my Fears’, putz, caberia em qualquer trilha sonora de respeito, daquelas que nos acostumamos nos áureos anos em que até as novelas tinham trilha sonora de extremo bom gosto, o que hoje não existe mais.

  Duas faixas consideradas BONUS fecham o EPzinho, uma singela canção aparentemente cantada em japonês, que depois descobri ser trilha de um anime chamado Death Note, sim J-Rock na banda é uma influência musical e a que fecha muito bem esse EP é uma versão acústica de ‘All my Fears’ que tocaria tranquilamente em qualquer rádio, sem ferir os ouvidos boçais que ainda ouvem rádio no país de extremo mal gosto em que se tornou o Brasil, essa versão acústica explicitou mais ainda o feeling e técnica dos envolvidos.
  Pois bem, chega de papo furado e bora ouvir o trabalho deles, correr atrás do seu e apoiar mais uma banda cheia de talentos padrão exportação!
  CONTATOS: (19)99415-3689

https://www.youtube.com/channel/UCeCzAutcP7l1cWGqPE4hdEA

https://soundcloud.com/officialprimezero 

Michel, Daniel, Diego e Coruja - PRIMEZERO

domingo, 14 de fevereiro de 2016

ROLLING STONES COPACABANA 2006 - O MAIOR SHOW DA MAIOR BANDA DO MUNDO NO BRASIL COMPLETA 10 ANOS!

  

  Vamos imaginar a seguinte situação ridícula: Você é um pai de família de 26 anos, trabalhador, morador do interior de São Paulo em pleno ano de 2006, com mais de 12 anos de experiência em shows internacionais de proporções desde festivais até shows undergrounds em botecos ‘copo-sujo’. Eis que de repente você vê na TV que a Maior Banda de Rock and Roll de todos os tempos irá tocar na praia de Copacaba, Rio de Janeiro, de graça no mês de seu aniversário. Logo você avisa a esposa e a família que você estará lá fielmente para conferir aquele espetáculo único e sua mãe vira pra você e diz categoricamente “Você Não Vai!”. O quê? Mas como assim? Nunca disse não antes, apesar de não gostar nenhum pouco desse estilo de vida que você leva. E ainda faz a cabeça do seu pai para apoiá-la. O que você vai fazer? E porque o NÃO?
  Pois foi justamente essa situação ridícula que vivi há 10 anos atrás. Com o auxílio do meu amigo e ex parceiro de banda Paulinho ‘Bomba’ e de minha esposa eu fui arquitetando como iria ver os ROLLING STONES e arrumamos uma excursão que não deu certo e minha esposa, que não iria neste espetáculo, foi quem arrumou uma outra excursão para irmos eu e o Bomba ver a maior banda que já caminhou pela Terra, uma de nossas maiores influências, sem dúvidas, mas tudo isso sem que minha mãe interferisse, pois, na cabeça dela, Rio de Janeiro era uma espécie de Sodoma ou Gomorra, ou algo pior e por ser um evento gigantesco de graça em Copacabana ela temia por minha vida certamente, mas na base do grito eu afirmei que iria sim e os comuniquei na véspera do show que sim, eu estava embarcando naquela noite para o Rio e que eles assistissem a transmissão pela TV que, com muita sorte, poderiam me ver em meio à diversão como sempre nesse show de Rock de proporções apoteóticas!
Adesivo da ocasião, um dos poucos souvenires possíveis de se trazer
daquele pandemônio nas areias de Copacabana
  Embarcamos numa excursão que levou um ônibus cheio, um micro-ônibus (onde fomos) e mais uma van na noite do dia 17 de fevereiro, seis dias após meu aniversário, uma sexta feira quente para desembarcarmos na praia mais famosa do mundo na madrugada do dia seguinte. Com alguns atrasos chegamos lá por volta das 7hs da manhã e aquele lugar já estava tomado de gente de tudo quanto era parte da Terra e um trânsito enlouquecedor, nosso motorista deu uma cochilada e encostou na traseira de um Escort velho desencadeando uma das situações mais ridículas da viagem, dois cariocas desceram e foram extorquir nosso motorista nos dando a pior das boas vindas possível, alimentando aquele estigma que o carioca tem aos olhos do restante do país, uma grande bobagem, sabemos disso, todo estigma é uma falácia, mas esses elementos oportunistas é que dão a má fama aos conterrâneos, sei que nós, de dentro do veículo morrendo de sono percebemos os ânimos alterados do lado de fora do micro-ônibus que estava parado e resolvemos descer, vários cabeludos mal-encarados, um deles ‘bombadão’, nosso amigo André ‘Maldito’ Luiz (que apresentava o bloco de bandas nacionais do programa de rádio Coda On Line) resolveu perguntar o que estava acontecendo, e logo mais uns cinco resolveram descer também para ‘resolver’ o problema e para nossa sorte, poucos metros à frente mais cinco amigos nossos da nossa cidade natal, que resolveram encarar uma aventura dentro de um Opalão cheio de cervejas, fitas cassete e uma bateria de caminhão para alimentar o deck, estavam com seu grande Opalão detonado com um mega adesivo da língua no capô sendo filmados pela TV Globo, eles também resolveram nos ajudar naquele impasse que logo foi deixado de lado pelos nativos oportunistas deixando nosso motorista em paz para estacionar num lugar e podermos desembarcar para aquele longo dia sob o sol da ‘Cidade Maravilhosa’.
  E sim, aquele calor insuportável não me deixou ir de preto, logo selecionei uma camiseta branca da banda MADE IN BRAZIL (do disco “Deus Salva... o Rock Alivia!!!”) para ser minha vestimenta (fazendo par à um shorts jeans surrado, boné e um bom par de havaianas... hehehe), pois pra mim o MADE IN BRAZIL seria a banda perfeita e merecedora de tocar naquele dia, não os TITÃS, que estavam distante do Rock na época, ou aquele tal Afroreggae, mas enfim, fiz minha homenagem aos paulistas-stonianos que deveriam estar lá aquele dia e provavelmente estiveram para assistir.
Vista geral do palco exclusivo pra este show no Brasil
(reprodução da internet, meramente ilustrativa sem fins lucrativos)
  Rodando aquelas areias clássicas encontramos gente de todas as etnias, raças, crenças, posições sociais/filosóficas/políticas inimagináveis, funcionários públicos em greve fazendo piquete (acho que eram os agentes penitenciários do RJ), hippies, punks, rastas, malacos e malucos, rappers, headbangers, playboys, putas, traficantes, trombadinhas, socialites falidas, camelôs de tudo quanto era bugigangas relacionadas à banda, mais amigos e conterrâneos, vendedores de vinil com uma gama sem fim de LP’s dos STONES para negociação, mas quem iria arriscar comprar algo ali que levasse o dia todo em seu porte? Malemá consegui trazer pra casa a tal latinha especial da cerveja Skol ‘Edição Rolling Stones 2006’!  Enfim, a praia é o lugar mais democrático do mundo, aceita todo tipo de gente e os STONES adorariam aquele espetáculo que, segundo disseram os jornais da época, juntou 1 milhão e 300 mil espectadores em terra firme ou não, pois a orla na hora do show ficou tomada de barcos e iates luxuosos e vendo as imagens da época, facilmente encontradas na internet, no youtube etc... vê-se um tapete gigantesco de seres humanos sedentos por Rock ou simplesmente atrás do ‘oba-oba’ certeiro, mas quantos fãs estavam ali presentes não importa, não estou aqui pra discutir tal fato, isso deixo pros radicalóides que só reclamam, estou aqui pra exaltar a terceira passagem dos Maiores pelo Brasil, terceira passagem essa que esta semana completa 10 anos, coincidentemente (ou não) a mesma semana em que a mesma banda desembarca pela quarta vez no Brasil e tome ROCK AND ROLL & BLUES na cabeça!
Saca só um pouquinho da galera presente naquela noite mágica
(reprodução da internet meramente ilustrativa sem fins lucrativos)
  Daquela feita o show foi transmitido via TV aberta e a cabo, desta vez, talvez não teremos essa boiada, daquela vez gravaram aqui um DVD que saiu no ano seguinte num Box-triplo que trouxe outros show da mesma turnê e um documentário feito no RJ seguido do show quase inteiro (faltaram 3 músicas no DVD, uma delas aquela do disco de trabalho na época “A Bigger Bang”, que foi feita em homenagem à Luciana Gimenez, a brasileira que engravidou do Mick Jagger em 1998 na segunda passagem da banda pelo Rio, ‘Oh No, Not You Again’), vários clássicos, várias canções novas, uma homenagem ao recém-falecido RAY CHARLES, uma ida ao palco menor em meio à multidão (eu fiquei do lado desse pequeno palco), telões, muitos telões espalhados pela orla, um palco exclusivo pra esse show no Brasil, único na época e uma maldita área V.I.P. bancada pela empresa de celulares que pagou o cachê da festa em parceria com a Prefeitura do Município do Rio de Janeiro.
  Pois bem, segue abaixo a trilha sonora daquele dia inesquecível que só quem viveu pra saber como foi de verdade, por isso eu sempre digo aos leitores, saiam de casa, abracem as oportunidades como essa, vão a shows ao vivo, pois no final o que nos resta são as histórias pra contar, as boas histórias pra contar...
Ronnie Wood (g), Mick Jagger (v), Keith Richards (g/v), Charlie Watts (bt)
THE ROLLING STONES

SET LIST:
1.  Jumpin’Jack Flash/
2.  It’s Only Rock and Roll/
3.  You Got me Rocking/
4.  Tumbling Dice/
5.  Oh No, Not You Again/
6.  Wild Horses/
7.  Rain Fall Down/
8.  Midnight Rambler/
9.  Night Time is the Right Time/
(homenagem ao RAY CHARLES)
10.      This Place is Empty/
11.      Happy/
12.      Miss You/
(avanço para o palco menor)
13.      Rough Justice/
14.      Get Off of my Cloud/
15.      Honky Tonky Women/
(retorno ao palco principal)
16.      Sympathy for the Devil/
17.      Start me Up/
18.      Brown Sugar/
19.      You Can’t Always Get What You Want/
20.      (I Can’t Get No) Satisfaction/
Mick Jagger na passarela do palco menor


  Texto dedicado aos vários que lá estiveram e já se foram como o saxofonista que tocava com os ROLLING STONES na época, BOBBY KEYS e nosso saudoso amigo Biscoitão que estava lá conosco e um ano depois não estava mais ao nosso lado, aquele sim era uma verdadeira ótima companhia para shows de ROCK AND ROLL!

as costas de uma camiseta pirata daquele show.

o 'troféu' do dia!

"A Bigger Bang" disco trabalhado na época do show

"The Biggest Bang" o DVD resultante desta turnê mundial.


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

ROADIE METAL - Pela quinta vez honrando o Metal-BR!


ROADIE METAL VOLUME 5 - Coletânea - Vários artistas (2015)
Independente
FAIXAS:
CD 1
VIVALMA - Proudhome/
SHALLRISE - Simply for Nothing/
TELLUS TERROR - 3rd Rock from the Sun/
CAVERA - More Lies/
SUNROAD - Into the City of Lights/
MAGNÉTICA - Inflamáveis/
THE GOTHS - Strange Way of Living/
ROTTEN PIECES - Rot in Pieces/
LASCIA - Trapped/
MARCUS MAUSAN ROCK BAND - Last Train to Rio Largo/
D.L.M - Zumbis/
BANDA 80 ROCK - Nem Tudo está Perdido/
VELHO CORVO - Pé na Estrada/
ARONNE - Sherazad/
MORGAROTH - Panzer Division War/
ADIMI - Tão Iguais/

CD 2
KRUCIPHA - Pulse/
HOLLOW - Destruction of the Mass/
MAQUINÁRIOS - Um Grito na Noite/
BALBA - Skin to Skin/
ARONNE - Mephisto/
INDIVIDUAL - Every Men for Himself/
HALF BRIDGE - Karma/
ESFFERA C4 - Sempre João/
VÔMITOS E NÁUSEAS - Mergulho no Caos/
50 POINT - Chorume/
OUTLANDERS - Kretaceous/
CODMORSE - Sign the Hell/
CATÁSTROFE - Holocausto/
DEADFALL - Illusion/
VALFENDA - Another Dimension/
INTERSECT 4E - Reféns/


  Pois não é que o nosso incansável Gleison Junior, na batalha com seu programa de rádio ROADIE METAL ( www.canalfelicidade.com ) está nos brindando com mais um capítulo da já tradicional coletânea que leva o mesmo nome de seu programa? Sim, já são 5 os capítulos, que, desde o segundo vem em formato duplo, onde ele esmiúça o atual Underground nacional e nos brinda com mais de 30 bandas variadas que trabalham arduamente pra perpetuar o Rock pesado de qualidade tipo exportação aqui na terra do 'incentivo zero'.
  Gleison reuniu aqui 32 exemplos do que a nossa cena é capaz e esta coletânea está mais heterogênea do que as anteriores, valendo-se da diversidade sonora, que vai do mais extremo tipo de Metal existente (tipo ROTTEN PIECES, INDIVIDUAL...) ao mais clássico e em bom português , bandas instrumentais também aparecem nesse volume, como é o caso do ARONNE, bandas com linhagem Punk também marcam presença e a arte gráfica (por parte de Marcelo Nespoli), assim como a parte sonora que está bem mais alinhada, sim, porque, naturalmente numa coletânea onde vários artistas usam estúdios de qualidades diferentes enviam seus materiais, a tendência é da qualidade sonora variar muito, mas neste quinto volume da coletânea a coisa ficou bem equilibrada e como eu ia escrevendo, a arte gráfica está de primeira, com fotos e contatos de todas as bandas no encarte, assim como a formação das mesmas e um texto explicativo assinado pelo Gleison. 
  Tudo isso e mais um pouco, ou seja, juntando todos os volumes da coletânea, formamos uma espécie de 'Enciclopédia Barsa do Underground atual brasileiro', um grande trabalho desenvolvido com extremo amor e dedicação pelo que faz, por parte do já citado Gleison Junior que somente visa estimular os novos e velhos ouvintes a procurar as bandas nacionais e apoiá-las, adquirindo por meios financeiros seus materiais fazendo assim com que as engrenagens da cena continuem girando de forma lubrificada, se é que me entendem. 
  Por fim, temos mais um grande trabalho em mãos, mais um volume desse catálogo do Metal nacional chamado 'Roadie Metal'!
  Contatos via:
http://roadie-metal.com/
http://www.facebook.com/RoadieMetal
Http://soundcloud.com/roadie-metal
  E para ouvir o programa ao vivo acesse www.canalfelicidade.com às quintas das 20:30 às 23:00 ou sábado das 14:40 às 16:15.