domingo, 28 de julho de 2013

BANDA PEDRA - "Longe do Chão" (2008)

BANDA PEDRA
Ivan Scartezini (bt), Rodrigo Hid (v/g/t), Luiz Domingues (bx), Xando Zupo (g/v)
  Uma das melhores formações músico/astrais da cena do século XXI brasileira.
  Oriundos da caótica São Paulo, o PEDRA foi formado em meados de 2005, lançou dois incríveis discos, gravou várias outras faixas que foram lançadas via internet e depois parou por alguns anos.
  Se reerguendo como uma Fênix, o PEDRA está de volta e promete muitas alegrias sonoras à quem tiver disposto a conferir a obra de arte que eles produzem.
  Aqui um pequeno exemplo das últimas canções que lançaram antes de parar em 2008, com um clipe exclusivamente feito pelo agitador cultural veterano Antonio Celso Barbieri que licenciou a obra de Paul Whittington justamente para esta música.
  Tem muito mais nos canais
http://www.youtube.com/user/celsobarbieri
http://www.youtube.com/user/PPeeddrraa
  Apreciem e espalhem sem moderação!



sexta-feira, 26 de julho de 2013

FERNANDO PIASECKI – O lado Contry Infernal de Mogi Mirim!

TOCA DO SHARK: Pra começar, apresente-se aos leitores, passe sua ficha corrida.
FERNANDO PIASECKI: Primeiramente eu agradeço a oportunidade de pode contar um pouco pra galera o que eu venho aprontando agora. Hehehe.
  Meu nome é Fernando Henrique Piasecki. Tenho quase 23 anos hehehe (faço no dia 17/08/13), sou apreciador fanático de filmes de velho oeste, terror e máfia. Estudo administração de empresa e trabalho em um supermercado. Para me livrar de todo o stress, eu sento a bunda na cadeira do meu estúdio e gravo músicas que eu mesmo escrevi ou algumas homenagens à grandes artistas que admiro de alguma forma. Comecei minha “carreira” musical com 16 anos em uma banda que tocava grandes sucessos como ‘Paranoid’ (Já fui um desses ) chamada HARD’N’ROLL. Me dão arrepios só de lembrar. Era quase um sonho de criança tocar em uma banda.
T.S.: Você começou na bateria da banda BARBÁRIA, o que te fez largar uma das mais promissoras bandas de Heavy Metal na nossa região e largar a bateria também, para logo depois se envolver com o contra-baixo em um projeto de Samba-Rock?
 F.P.: Na verdade, eu fui o baterista e este projeto ocorreu em um tempo paralelo à banda. Senão me engano, estávamos em férias. História muito interessante.
  Estava no meu trabalho quando avistei um cara gigante, todo tatuado com uma peita do Krisiun (Robert Simoso que tocava na MOTORHEART, GAMBIARRA SANGRENTA, etc...). Depois de puxar papo, lhe mostrei uma demo da BARBÁRIA e ele curtiu pra caralho. No fim, ele tinha algumas músicas escritas e quis gravá-las aqui em casa. Como não havia baterista (no começo eu iria apenas produzir o som) assumi as baquetas e começamos a tocar. Um amigo nosso (Edmilson Muoio), que tocava baixo em uma dupla sertaneja, gravou os graves pra gente. Excelente músico. O resultado está no Youtube, pra quem tá curioso, com o nome de BANDA TEQUILARIA.
  Eu realmente precisava experimentar uma nova experiência musical após algumas frustrações na BARBARIA, mas ainda não pensava em deixá-la. Tipo aquele tempo que você dá com a namorada quando enjoa da prexéca dela e quer comer outras.
T.S.: Quando começou a aflorar dentro de você esta necessidade de tocar violão e guitarra?
F.P.: Antes de ser baterista eu aprendi a tocar violão (ohhhh, palmas pra mim). Sim, tocava muito mau e sempre quis alguma coisa mais barulhenta. Nunca soube fazer solo (o MALMSTEEN fazia minha cabeça fritar naquela época) e isso me deixou muito frustrado a ponto de comprar uma bateria bem furreca para tapar o buraco da guitarra. Eu tocava sozinho na sala, era um barulho do caralho, até que minha mãe fez meu estúdio aqui no meu quarto (OBRIGADO MÃE, TE AMO!) e os vizinhos agradeceram de joelhos. Como guitarrista nasce em árvore, algumas pessoas me chamavam pra tocar bateria, mas eu era RUIM! Até que eu montei minha primeira banda. Vendi tudo e comprei uma bateria aceitável (tenho ela até hoje). E tudo foi girando em torno da bateria, mas nunca abandonei meu velho violão. Tanto é que compus a maioria das músicas da BARBARIA nele. Enquanto estava na banda, eu já gravava algumas músicas inteiras (com bateria mal gravada, baixo emprestado e violão com um microfone horrível dentro dele) por isso nunca troquei um instrumento pelo outro.
  Quando saí da BARBARIA, comecei a me dedicar na música country, uma paixão adquirida pelos filmes de velho oeste. Desde então gravei algumas músicas que eu escrevi e vem dando um resultado inesperado. Nunca imaginei que conseguisse liberar esse talento country com minha voz e riffs a ponto de muitas pessoas gostarem.
T.S.: Você teve uma breve queda pelo Rockabilly também, certo?
 F.P.: Tive e tenho. Eu me lembro em uma época que os shows da BARBARIA estavam cozinhando nossas cabeças e fizemos um especial Rockabilly em Araras. Foi muito divertido. Toquei bêbado nas duas vezes hehehe. Mas eu acho um barato mesmo o Psychobilly. Ainda mais com esses temas de horror, zumbis, cripta, aaaaaaaaaah, muito louco!
T.S.: Atualmente você vem desenvolvendo seu lado Country (de raiz, temos que esclarecer). Então, vindo você da cena do Rock and Roll pesado, conhecido como Heavy Metal, diga-nos, de onde surgiu essa vertente na sua alma? Como você descobriu esse estilo de som e como surgiu a vontade de se expressar em mais esse estilo?
F.P.: Enquanto eu fazia músicas para BARBARIA eu buscava outras vertentes para me espelhar. Descobri a porra do JOHNNY CASH ouvindo ‘Ain’t no Grave’ e... CARALHO! Essa música foi um choque. Percebi que era esse tipo de som que eu gostaria de tocar. Eu já comentei que sou fã de velho oeste e, como a maioria das músicas que fiz foram baseadas em filmes, porque não me basear no Bang-Bang?  Fora que, pra mim, o timbre de voz é o que comanda. Meu timbre é grave, logo, me daria muito bem em músicas Country. Acho que a mistura deu um resultado legal hehehe.
Fernando e suas referências dos Filmes de Terror
T.S.: Desde a sua saída do BARBÁRIA você vem trabalhando exclusivamente sozinho, tirando as gravações que você fez de Samba-Rock, o que te fez trabalhar sozinho? Egos? Saco-cheio? Liberdade?
F.P.: TUDO! Eu sou uma pessoa ansiosa e egocêntrica (todos temos defeitinhos hehehe). Confesso que meu ego é grande, mas não a ponto de faltar com humildade e desmerecer alguém. Mas é aquela velha história. Se alguém me perguntar: “Você é bom no que faz?” Eu responderei com toda a convicção do mundo: “Sou e posso provar”. Mas a parte da ansiedade é o que mais colabora. Gosto dos resultados no meu ritmo (muitas vezes rápidos).  Quando estou compondo alguma música ou escrevendo alguma letra eu já penso em tudo, é automático. Inspiração alimentando inspiração. Já vou misturando a letra com o riff para traduzir minha mensagem musical, pensando nos efeitos de ambiente para deixar a música rica, enfim. Às vezes eu não tenho paciência de esperar para compartilhar minhas idéias com outras pessoas de uma possível banda. Portanto já vou gravando tudo e quando eu vejo, a música está pronta e tudo funciona perfeitamente. Tenho sido muito produtivo desde o começo do ano. Por enquanto eu já gravei mais de dez músicas eu acho, entre elas, três canções que escrevi. Neste momento já estou pensando na quarta música.
T.S.: Você pretende gravar um disco físico futuramente seja ele de Rockabilly, Country, Rock and Roll ou Metal?
F.P.: Estou juntando matéria pra lançar um CD de Country. Já tenho capa, foto e estou escrevendo as músicas, acho que antes do fim do ano sai.
T.S.: É possível você citar 5 grandes influências musicais suas, independente de estilo e 5 nomes novos que te impressionam?
F.P.: Pecado não citar JOHNNY CASH e ELVIS PRESLEY, mas eu gosto muito de ouvir  TYPE O NEGATIVE, BEE GEES, HANK WILLIAMS III, MISFITS e VAN ZANDT. Eu confesso que estou feliz com alguns artistas em destaques, tanto na cena Pop, quanto na cena da música pesada. Dentre eles, GHOST me deu um chute no saco. Acordei pra vida e disse: “É DIIIIIIIIIISSO QUE O MUNDO PRECISAVA”. Parece que os caras misturam BLACK SABBATH com A-HA, mó barato hehehe! Outro nome é LADY GAGA, mas eu prefiro não comentar hehehehe, eu curto a ousadia dessa mulher (?). Esses dias, uma amiga me mostrou um vídeo do JOHN MAYER, o cara é dos bons e achei bem interessante. Pra finalizar, aí vem a decepção dos leitores ULTRA HEAVY METAL GUYS: ONE NIGHT ONLY. Um bando de moleque com aquela vibe de Indie, mas tocam bem. Eu to cagando pro estilo musical, fãs e bla bla bla, ouvi um som dos caras (‘Say Don’t Want It’) e gostei. Soa nostálgico pra mim.
T.S.: O que acha de lançar uma coletânea sua com várias músicas que gravou em todas suas fases? E shows, teremos?
F.P.: Posso afirmar que isso nunca irá acontecer. Sou metódico e detesto misturar as coisas.
  Estou preparando um repertório pra fazer alguns shows sim e à procura de músicos que estiverem afim, galera que tiver interessada só entrar em contato.
T.S.: Pra fechar, é possível prever o que vem pela frente no currículo musical de FERNANDO PIASECKI?
 F.P.: Acho que vem mais Country por aí. Vou fixar minha bandeira neste estilo e levar um som diferente pra galera daqui. Estou querendo chamar algumas outras pessoas para participar das próximas músicas.




quinta-feira, 25 de julho de 2013

METALMORPHOSE - JAMAIS DESISTA (clip oficial)

METALMORPHOSE
A Veterana banda de HEAVY METAL carioca METALMORPHOSE, um dos pilares do estilo no Brasil que se apresenta em São Paulo no próximo dia 09 de Novembro (segue abaixo o cartaz) acaba de lançar o clipe oficial da música 'Jamais Desista' que saiu no disco "Máquina dos Sentidos" lançado ano passado.
A letra desta canção é uma homenagem mais do que justa ao pioneiro do METAL-BR Roosevelt Bala (http://tocadoshark.blogspot.com.br/2013/03/entrevista-com-o-coracao-de-metal.html)
vocalista, baixista e fundador da primeira banda de HEAVY METAL do Brasil, STRESS que este ano comemora 30 anos do lançamento do primeiro disco do estilo no Brasil e toca com eles no evento 'Super Peso Brasil' que ainda contará com SALÁRIO MÍNIMO, CENTÚRIAS e TAURUS.
Segue abaixo o link com as informações sobre o evento, o cartaz oficial e mais do que importante, o citado Clipe Oficial de 'Jamais Desista' que tem uma mensagem que serve para o povo brasileiro neste momento de levante nacional!
http://tocadoshark.blogspot.com.br/2013/07/super-peso-brasil-vem-ai-o-maior.html
 

sábado, 20 de julho de 2013

BARANGA - "O 5º dos Infernos"



DISCO: "O 5º dos Infernos"
BANDA: BARANGA
ANO: 2013
SELO: Voice Music (www.voicemusic.com.br), vendas@voicemusic.com.br
FAIXAS: 
Chute Na Cara/
Até a Cidade Acordar/
Três-Oitão/
Cachaça em Ação/
O 5º dos Infernos/
Limpa-Trilho/
Menina de 16/
México é Demais/
T.V. Assassina/
Diabo, Teu Nome é Mulher/
Até Morrer/

  E a maior banda de ROQUENROU dos últimos 15 anos está de volta com mais um verdadeiro 'Chute na Cara Sonoro'! O BARANGA, banda de Rock'n'Roll cascudo e diretão paulistana formada em 2000, acaba de lançar na praça, no bar, na zona, na rua, na feira, na oficina, no Diabo-a-quatro seu 5º disco full-lenght singelamente e adequadamente batizado de "O 5º dos Infernos" e mesmo após 13 anos e 5 discos a banda permanece com a mesma garra de meninos sedentos por ROCK de verdade na Terra do Faz-de-conta! Pesado sem meio-termo, divertido sem ser ilusório, debochado sem ser apelativo e muito Verdadeiro o som deste quarteto formado por Xande nas gargantadas e guitarradas (inclusive slides), Paulão Thomás  baterista (eterna lenda viva ex-CENTÚRIAS, CHEAP TEQUILA, FIREBOX, com passagens pelo HARPPIA, GUDENLAWD e atual KAMBOJA), Deca guitarrista tarimbado que também tocou no PITBULLS ON CRACK junto com Soneca que toca um baixão cavucado na madeira à lá Lemmy Kilmister, esses quatro ainda contam sempre e mais uma vez com a produção dos KORZUS Heros Trench e Marcello Pompeu para produzir o som que eles tiram de seus instrumentos.
  Não dá pra destacar faixas aqui como costumo fazer, afinal o trabalho é um todo, faixas interligadas pelas palhetadas cavalares e batidas pulsantes, coisa de quem sabe mesmo fazer o ROCK AND ROLL rolar sem frescura, pormenores ou licensas poéticas. As pancadas de Paulão na bateria parecem ser dadas com martelos e não baquetas, o baixão de Soneca não dá descanso rosnando alto o disco inteiro e as guitarras de Deca e Xande são uma conjunção de cordas que herdaram de mestres como STATUS QUO, AC/DC, MOTÖRHEAD, ROSE TATTOO, CHUCK BERRY, ou seja, uma 'coceira sem fim'. Tudo isso pra criar a ambiência necessária para a voz rasgada e rouca de Xande gritar alto e incomodar os mal avisados.

BARANGA e o produtor Heros Trech
(Paulão, Xande, Deca, Heros e Soneca)
  Letras são pequenas poesias boêmias e sacanas, ou o que mais pode se dizer de trechos como '...Você vai ganhar, vai perder, Uma bela noite pra foder, Vai sorrir, vai sonhar E se libertar Até Morrer...' ou então '...De joelho ela estava, Pagou sem me dever nada, Sabe o que acontece comigo? No calor eu sinto frio...' ?
  'Menina de 16' é de dar gosto, 'México É Demais' logo de cara nos faz lembrar de 'México Lindo' do JOELHO DE PORCO, mas não, só fica a lembrança pelo título, mas a intenção deve ter sido essa mesma agora uma que casa totalmente com a nossa realidade desde sempre nesse país é a letra de 'T.V. Assassina' que ataca diretamente as mais do que inúteis manipuladoras de massa Rede Globo e MTV, aliás, teria aquela aura de 'Televisão' que os TITÃS lançaram nos idos dos 80's, mas somente na temática afinal, o BARANGA é bem menos polido sonoramente falando. Vale lembrar também a faixa de abertura 'Chute na Cara' que tem um ótimo clipe que antecedeu o lançamento do disco ( http://www.youtube.com/watch?v=kcrycziLD2g). E não podia faltar uma ZZ TOPiana que ficou à cargo de 'Diabo, Teu Nome é Mulher' onde o Heros dá uma palhinha na guitarra e os Slides comem solto à cargo do Deca e do Soneca. Mas pra fechar o disco reservaram simplesmente a melhor que podiam, afinal o riff inicial que dita o andamento de 'Até Morrer' é simplesmente digno de nota e diferente de todo o disco que acabamos de assimilar e nos pega de surpresa mesmo. Co escrita pelo ex-baixista do CARRO BOMBA Fabrizio Micheloni, esta faixa não se parece com nada que estamos acostumados a ouvir deles e só por isso já é digna de nota!
Ricardo 'Soneca', Paulão, Xande e Deca - BARANGA
  Resumindo, se você é daqueles que vive falando que as bandas de hoje nada trazem de bom, não prestam ou não tem qualidade como os medalhões, você precisa tirar o 'tapa-olhos' e se render ao som do BARANGA que há 13 anos nos enchendo de orgulho por sermos do ROQUENROU e conhecermos esta banda!

Fotos by: facebook.com/barangarock

www.barangarock.com.br
www.voicemusic.com.br
www.facebook.com/barangarock

Paulão(bt) e Xande(v/g)

Paulão Thomás na gravação de "O 5º dos Infernos"

Deca

Cena do clipe de 'Chute na Cara'

Ricardo 'Soneca' Schevanno




quinta-feira, 18 de julho de 2013

Novo som do BANDO "É só o Rock'n'Roll" - O Bando do Velho Jack


Grande banda Sul-matogrossense O BANDO DO VELHO JACK há mais de uma década na estrada e sempre com as duas botar cravadas na estrada pavimentada pelos grandes do Blues e do Rock and Roll. Continuem assim!

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Entrevista com André Bighinzoli - baixista e fundador do METALMORPHOSE


                 André Bighinzoli é baixista e fundador da banda de Heavy Metal carioca METALMORPHOSE que nos anos 80 marcou época dividindo o vinil “Ultimatum” com o DORSAL ATLÂNTICA. De volta à ativa desde 2008 a banda já lançou vários CDs e DVDs e está constantemente na estrada, inclusive fora de seu estado natal. E agora em novembro próximo passarão por São Paulo para mais uma noite de celebração do Metal Nacional. E não será somente um mero show e sim o festival “Super Peso Brasil” idealizado por ele e Ricardo Batalha da revista Roadie Crew que contará com as bandas STRESS, CENTÚRIAS, TAURUS e SALÁRIO MÍNIMO além do METALMORPHOSE.
  Nas próximas linhas você conhecerá um pouco mais da história deste Guerreiro do Metal-BR e detalhes do vindouro “Super Peso Brasil”.

TOCA DO SHARK: Gostaria de começar perguntando de onde surgiu a ideia do “Super Peso Brasil”?
ANDRÉ BIGHINZOLI : Ano passado, fizemos uma dobradinha de shows em SP e no Rio com METALMORPHOSE, STRESS, SALÁRIO MÍNIMO e CENTÚRIAS. O resultado foi tão bom para as bandas e para o público que esse ano quisemos repetir a dose e apimentar um pouco mais. 
T.S.: Você é um dos fundadores da banda METALMORPHOSE que iniciou a carreira em 1983, mas você saiu depois da gravação do “Ultimatum” com a DORSAL ATLANTICA e só retornou na reunião de 2008, mesmo assim não perdeu de gravar nenhum registro da banda correto? Porque você saiu naquela época?
A.B.: Eu saí pouco antes da gravação da demo de 1986 (que virou o CD “Maldição”), mas participei do desenvolvimento de todas aquelas músicas. Na época, eu tinha 17 anos, era imaturo e houve desentendimentos.
"Ultimatum" spli vinil (e atualmente também em CD) com o DORSAL ATLÂNTICA
T.S.: Nesse meio tempo entre sua saída do METALMORPHOSE e seu retorno, você chegou a trabalhar com alguma outra banda ou artista na música?
A.B.: Sempre. Trabalhei com bandas autorais. Toquei com o HERAMUS, o DNA (RJ), o GENOMA, entre outras. Gravei muito e produzi também.

T.S.: Qual foi o estopim para o retorno do METALMORPHOSE em 2008?
A.B.: Assisti a um show do AZUL LIMÃO e STRESS, em 2007, aqui no Rio, e pensei "seria uma boa a gente se reunir pra fazer um show comemorativo"... 
T.S.: Desde então vocês estão em plena atividade, tendo vários materiais lançados entre CDs e DVDs e muitos show com os parceiros cariocas do AZUL LIMÃO e do pioneiro do Metal STRESS do Pará. Inclusive estiveram lá no Pará tocando com o STRESS, correto?
A.B.: O AZUL LIMÃO, infelizmente, não está na ativa. Na verdade, este mês (dia 05/07/2013) foi a primeira vez que tocamos com o AZUL LIMÃO desde os anos 80. Nossos maiores parceiros de shows têm sido o SALÁRIO MÍNIMO e o STRESS. Ano passado, tocamos em Belém (PA) com o STRESS e várias excelentes bandas paraenses na ocasião do aniversário de 30 anos do primeiro disco do STRESS.
T.S.: Conte-nos sobre a participação de vocês no projeto/filme “Brasil Heavy Metal” que parece que vai se tornar uma lenda na história, pois já teve pelo menos duas ou três datas oficializadas de lançamento adiadas.
A.B.: Na verdade, eu cheguei um pouco atrasado. Quando nos conhecemos, o Micka (Ricardo Michaelis, produtor) já havia concluído as filmagens e entrevistas. Conseguimos participar apenas do clip da ótima música tema (composição do amigo Roosevelt Bala - STRESS) e teremos uma faixa no CD. Gravamos uma música especialmente para o CD do filme, ‘Luta’.
O mais recente "Máquina dos Sentidos em CD e LP
T.S.: Sobre o mais recente disco “Máquina dos Sentidos” conte-nos como andam as vendagens país afora, se teve lançamento na Europa e se vocês tem planos de tocarem por lá em breve, haja visto que o Metal em Português tem uma força incrível por lá.
A.B.: O disco "Máquina dos Sentidos" é um sucesso de público e de crítica. Estamos muitíssimos orgulhosos. Aqui no Brasil ele foi lançado independente (está disponível também no iTunes e no Musitrax). Ainda não temos oferta para um lançamento no exterior, apesar de termos um feedback impressionante de fãs da América do Sul e Europa. Rádios de Portugal, Chile e EUA estão tocando o "Máquina dos Sentidos" também.
T.S.: No canal de músicas da banda no Myspace tem uma faixa cover para a faixa ‘Sexy Sadie’ dos BEATLES que está creditada a um lançamento chamado “Tributo ao Álbum Branco”, conte-nos mais sobre esta curiosidade?
A.B.: Em 2008, quando estávamos conversando sobre fazer apenas um show comemorativo recebemos um convite para participar desse tributo aos 40 anos do “Álbum Branco”, dos BEATLES. Esse disco teve participações de inúmeros artistas, do ZÉ RAMALHO ao PATO FU, do MÁRCIO GREICK ao FLÁVIO VENTURINI. O curioso é que o disco obedece a ordem das músicas do disco original dos BEATLES e... POR ACASO, a nossa ‘Sexy Sadie’ foi cair justo entre as faixas do DR. SIN e do ANDREAS KISSER!!! Feliz coincidência. Essa gravação é o único registro "moderno" do METALMORPHOSE com sua formação original (com os dois guitarristas originais) e ela foi importante porque foi a primeira vez que o METALMORPHOSE gravou depois de mais de 20 anos e isso foi sem dúvida mais um impulso para o nosso retorno definitivo.
T.S.: Vocês participaram do planejado tributo ao STRESS da gravadora portuguesa Metal Soldiers?
A.B.: Sim, com muito orgulho. Gravamos ‘Mate o Réu’. Fernando Roberto (proprietário do selo) é o Embaixador do Brasil em Portugal!

Atual Line-up do METALMORPHOSE
T.S.: Sobre a cena nacional que deu uma certa re-aquecida  nos últimos anos gostaria de saber a sua opinião sobre algumas bandas veteranas e novas à seguir:
MADE IN BRAZIL, PATRULHA DO ESPAÇO, FARSCAPE, BARANGA, ROSA TATTOOADA, ALTA TENSÃO, OVERDOSE, AZUL LIMÃO, PANNDORA, CENTURIAS
A.B.: Puxa, Alexandre, são todas bandas fantásticas que eu gosto muito. Algumas ainda não tive a oportunidade de tocar junto e conhecer pessoalmente, mas o respeito por todas é enorme. Parabéns pra todos nós, Guerreiros do Metal! (e do Rock'n'Roll também!)
T.S.: Pra encerrar, conte-nos mais detalhes sobre o projeto festival “Super Peso Brasil” que irá rolar em São Paulo em Novembro próximo. Vão rolar jams entre as bandas ou somente shows isolados? Quais são as outras novidades que teremos além dos shows das bandas METALMORPHOSE, TAURUS, SALÁRIO MÍNIMO, CENTÚRIAS e STRESS?
A.B.: O “Super Peso Brasil” vai ser acima de tudo uma celebração ao Heavy Metal do Brasil! Estamos organizando participações especialíssimas de outros super pesos pesados do Metal para dividirmos o palco. Esperamos que a galera de São Paulo prestigie em PESO. Os ingressos já estão à venda pelo www.clubedoingresso.com/superpesobrasil Quem comprar antecipado tem desconto. Vai ser imperdível!

SUPER PESO BRASIL - 09/11/2013

T.S.: Espaço aberto para você dizer o que achar necessário os leitores da TOCA DO SHARK.
A.B.: Agradeço a você, Alexandre o espaço concedido e gostaria de mandar um forte abraço METÁLICO a todos os leitores da TOCA DO SHARK. Nos vemos aí pela estrada!


Serviço – Super Peso Brasil:
Atrações: METALMORPHOSE (RJ), STRESS (PA), CENTÚRIAS (SP), TAURUS (RJ), SALÁRIO MÍNIMO (SP) e convidados.
Data: 09 de novembro (sábado)
Abertura da casa: 16h
Início dos shows: 17h15
Local: Carioca Club
Endereço: Rua Cardeal Arcoverde, 2899, Pinheiros - São Paulo
Fone: (11) 3813-8598
Classificação etária: 16 anos
Capacidade: 1500 pessoas
Ar-condicionado
Acesso a deficientes

(*) Promoção DOUBLE CERVEJA: compre 1 lata de cerveja Antarctica e leve 2

Ingressos:

1º LOTE (ATÉ 31/08)
Promocional (Pista): R$ 40
COMBO: Na compra online do pacote de 4 ingressos de pista o valor será R$ 120 (R$ 30 cada)
Promocional (Camarote): R$ 75
COMBO CAMAROTE: Na compra online do pacote de 4 ingressos de camarote o valor será R$ 240 (R$ 60 cada) - https://www.clubedoingresso.com

2º LOTE (DE 01/09 ATÉ 08/11)
Promocional (Pista): R$ 50
COMBO: Na compra do pacote de 4 ingressos de pista o valor será R$ 160 (R$ 40 cada)
Promocional Antecipado (Camarote): R$ 85
Promoção: Na compra online do pacote de 4 ingressos de camarote o valor será R$ 280 (R$ 70 cada) - https://www.clubedoingresso.com

Ingressos no dia:
Pista: R$ 60
Camarote: R$ 100

Ingresso online antecipado pelo Clube do Ingresso em https://www.clubedoingresso.com.


Pontos de venda:

Animal Records
Loja 367 - Tel.: (11) 3223-6277
Especializado em Hard Rock e Heavy Metal

Manifesto Bar
Rua Iguatemi, 36, Itaim Bibi - São Paulo/SP
Fone: (11) 3168-9595
Formas de pagamento: Somente Dinheiro - Promocional (Pista): R$ 40

Carioca Club
Horário: Segunda a sábado, das 9h às 20h
Formas de pagamento: Somente Dinheiro (sem taxa de conveniência)

Sites relacionados:

André Bighinzoli em ação!

METALMORPHOSE ontem...

...e hoje.

Cartaz do SUPER PESO BRASIL versão 'old-school'!



terça-feira, 9 de julho de 2013

"SUPER PESO BRASIL" - Vem aí o maior festival de Heavy Metal Nacional do ano!



PROJETO PESO BRASIL – ENTREVISTA com RICARDO BATALHA um dos responsáveis por este grande evento que irá reunir os veteranos da nossa cena, os pioneiros, os responsáveis por existir HEAVY METAL no Brasil, se não todos, mas alguns, como o paraense STRESS, os cariocas METALMORPHOSE e TAURUS e os paulistas do CENTÚRIAS e SALÁRIO MÍNIMO.

TOCA DO SHARK: Para começar, gostaria de saber de você, de onde surgiu a ideia do evento ‘Projeto Peso Brasil’ que já está indo para a quinta edição regular sempre no Manifesto em São Paulo?
RICARDO BATALHA: Além de trabalhar na assessoria do Manifesto desde 2004 com a Brasil Music Press, sou frequentador assíduo desde a abertura do bar, em 1994. No ano passado, realizamos um evento – sem nome específico – no dia 7 de outubro (domingo), que reuniu STRESS, METALMORPHOSE e CENTÚRIAS e foi um sucesso. Tempos depois, estava no bar numa noite qualquer e o Silvano Brancati, que é um dos proprietários, relembrou aquele evento e disse que teria várias datas aos domingos livres. Ele jogou a ideia, apenas isso. Voltei para casa e fiquei pensando por alguns dias. Então, como escuto todos os dias há anos das palavras dos próprios músicos que faltam espaços para bandas autorais e que bares só pensam em bandas cover, resolvi criar este projeto que chamei de 'Peso Brasil'. Nele só integram bandas brasileiras autorais – três por edição –, que tocam com toda a estrutura oferecida pelo Manifesto Bar.

Manifesto, casa de shows paulistana que recebe regularmente o PESO BRASIL

T.S.:Você tem intenção de trazer bandas de todos os cantos do país?
R.B.: Não temos como, neste primeiro momento, por faltar dinheiro para custear a vinda, estadia, etc. As bandas recebem por porcentagem de bilheteria. Este foi o acordo feito com o Manifesto Bar, porque se tivesse que alugar a casa para um evento específico, as condições seriam outras e eu jamais faria este projeto. Não sou e nunca fui promotor de shows, só criei mesmo o ‘Peso Brasil' para dar a oportunidade de bandas autorais terem mais um espaço para se apresentar ao público. Ainda assim, se o projeto crescer, é claro que terei imenso prazer de ajudar a organizar shows com bandas do país inteiro.

T.S.: Quais são os critérios para uma banda se encaixar no projeto, haja visto que no evento já foram listadas bandas bem díspares, sonoramente falando, como GENOCÍDIO e TOMADA?
R.B.: O intuito do 'Peso Brasil' é promover o trabalho de bandas autorais do Brasil. Então, o critério fundamental é ser uma banda autoral. Cada edição do 'Peso Brasil' é específica para um determinado estilo de som. Não que eu seja contra misturas, mas eu prefiro dar a oportunidade de reunir três bandas de estilos similares para agradar integralmente aos fãs daquela linha ou algo que seja próximo ao que ele curta. Por exemplo, no dia do GENOCÍDIO também tocaram DESECRATED SPHERE e NERVOCHAOS,uma edição do 'Peso Brasil' dedicada ao Metal extremo. Para mim aquilo foi um sentimento de dever cumprido, porque nenhuma dessas havia se apresentado no Manifesto Bar. Me senti como naquele vídeo 'Ultimate Revenge for Disco', em que SLAYER, VENOM e EXODUS tocaram no Studio 54, aquela antiga discoteca de Nova York. Enfim, o Death Metal tomou conta do Manifesto Bar! Além disso, KAMBOJA e SKINLEPSY fizeram sua estreia ao vivo justamente no 'Peso Brasil' e o GOATLOVE fez o show de lançamento do CD de estreia no 'Peso'. Seguindo ou não em frente, o 'Peso Brasil' ficará de alguma forma marcado para sempre.

Cartaz da primeira edição do PESO BRASIL 
Cartaz da mais recente edição do PESO BRASIL na próxima semana

T.S.: Recentemente vocês fizeram uma espécie de reunião da line-up da antiga banda de Hard Rock paulista PLATINA numa edição do ‘Peso Brasil’, com a banda DR. SIN e convidados, que tocaram no PLATINA com os irmãos Busic três décadas atrás. Há a chance de o ‘Peso Brasil’ reunir outros grandes nomes da época?
R.B.: A produção e idealização daquela edição especial foi toda da Eliane Veronezzi, que trabalha com o DR. SIN e é esposa do baixista Andria Busic. Como eles me disseram que haveria este encontro histórico, sugeri que fizéssemos algo com o 'Peso Brasil'. Esta foi uma edição especial e não uma regular, por isso foi em um sábado. Na realidade, foi uma celebração ao Rock dos anos 80, com um set que contemplou algumas das referências dos músicos e este encontro entre o DR. SIN e os ex-integrantes do PLATINA. Eu acredito que poderemos fazer outras celebrações assim. Sobre reunir outros grandes nomes da época, o 'Super Peso Brasil' é justamente isso, pois terá cinco pioneiros juntos – STRESS, METALMORPHOSE, CENTÚRIAS, TAURUS e SALÁRIO MÍNIMO –, além de convidados especiais.

Ricardo Batalha, editor chefe da revista ROADIE CREW e idealizador do evento

T.S.: Você, como redator chefe da revista Roadie Crew e principal estimulador da cena nacional de ROCK PESADO desde sempre, tem passe livre e muita intimidade com um sem-número de bandas brasileiras. Isso deve facilitar bastante a realização do evento em questão de recrutar artistas e público. Todos têm grande confiança no seu nome, sabendo que é você quem está por trás do evento e não um desconhecido qualquer que nem sempre sabemos quais as intenções, que podem ser estritamente financeiras na maior parte do tempo, botando bandas e público em grandes ciladas ainda hoje em dia.
R.B.: Repito: o intuito do 'Peso Brasil' é promover o trabalho de bandas autorais. Se fosse pensar na parte financeira eu ficaria em casa vendo televisão. Eu trabalho nesse meio há muito tempo, sempre fiz e faço questão de sair de casa, de ter contato com músicos, bandas, fãs, leitores... Isso, obviamente, facilita porque eu não preciso me apresentar, entende? Além disso, todo mundo sabe da estrutura que o Manifesto Bar dispõe para uma banda se apresentar e dos profissionais que trabalham na casa, como os técnicos Victor Servinskas e André Souza. O meu maior orgulho no 'Peso Brasil', além de abrir este espaço, foi justamente ver as bandas tocando com um som de qualidade.

T.S.: E por falar em público, como anda a aceitação do público em relação ao ‘Peso Brasil’? Estão comparecendo em número suficiente para garantir a sobrevivência do mesmo?
R.B.: Não. Todo mundo acha a ideia do projeto fantástica, apoia mesmo, só que não comparecem em peso no dia dos shows. Algumas edições tiveram boa presença de público mas, no geral, a coisa está grave. Uns dizem que não dá porque é feito aos domingos – e domingo não é dia de shows –, outros porque já estão gastando muito dinheiro para ver atrações internacionais. Bem, as desculpas são várias. Para quem é da época que a gente lotava o Teatro Mambembe de segunda e terça-feira ouvir que é ruim ser em um domingo, com shows começando por volta das 19h, soa como mera desculpa de gente que não está tão interessada assim. Eu não vou ficar reclamando sobre a falta de público, estou fazendo o que me cabe e o que me propus a fazer. Enquanto o Manifesto Bar der este espaço eu seguirei fazendo o projeto. Caso contrário, pelo menos poderei dizer que tentei.

T.S.: Agora em novembro próximo teremos uma edição mais do que especial do ‘Peso Brasil’, chamada "Super Peso Brasil" que nos brindará com show de bandas veteraníssimas como METALMORPHOSE (RJ), STRESS (PA), CENTÚRIAS (SP), TAURUS (RJ) e SALÁRIO MÍNIMO(SP). Quando e como surgiu esta ideia de fazer uma espécie de ‘Monsters of Rock’ do verdadeiro Metal-BR?
R.B.: A produção executiva do 'Super Peso Brasil' é do André Bighinzoli, baixista do METALMORPHOSE e um empreendedor que não tem medo nem receio de fazer as coisas. Eu estava conversando com ele e então veio a ideia de fazer um evento reunindo somente os pioneiros, algo que eu e o Carlos Fonte Lito fazíamos no Blackmore Rock Bar com o 'Heavy Rock Revival'. A conversa evoluiu tanto que o 'Super Peso Brasil' virou realidade. Mais uma vez, deixo claro que será uma edição especial, maior, e por isso será no Carioca Club, em um sábado. Este evento não deve ser encarado como um mero 'showzinho nacional', mas como nosso agradecimento a todas estas bandas que iniciaram o que temos hoje e estão ativas. Os ingressos já estão à venda e até 31 de agosto custam R$ 40 (promocional / pista). Quem comprar o 'Combo' online pelo Clube do Ingresso (www.clubedoingresso.com), o pacote de 04 (quatro) ingressos de pista sairá R$ 120 (R$ 30 cada). Reúna seus amigos porque nós vamos celebrar! E vamos brindar tomando aquela cervejinha, porque o Carioca Club liberou a promoção 'double cerveja' – compre 1 lata de cerveja Antarctica e leve 2. Não sou vendedor nato como o ex-vocalista do PROTEUS, Ciro Bottini, mas acredito que estas promoções e o preço dos ingressos não afastarão o público. Afinal, tem gente pagando até 300 reais (ou mais) para ver uma banda internacional, não é?
 
Todas as edições até agora do evento.
T.S.: Há boatos de que ainda teremos presenças especiais de convidados de outras bandas ausentes nesta edição. Quais serão as outras novidades? Será que rola uma jam session à lá “Brasil Heavy Metal”?
R.B.: Sim. Isso não é boato, realmente vai acontecer. Cada show terá a presença de um convidado de outra banda brasileira. Assim que todos tiverem confirmado presença iremos divulgar com quem vão tocar e qual música irão participar no set.

T.S.: Pra finalizar mande seu recado ao público para marcarem presença neste grande evento.
R.B.: O 'Super Peso Brasil' será nosso tributo a todos que iniciaram o Heavy Metal brasileiro. É algo muito maior e espero que entendam o intuito dessa edição, porque estes pioneiros merecem esta homenagem. Sei que muitos músicos e pessoas que atuam no Metal brasileiro não dão a menor bola para isso, mas nós devemos isso para eles. Tomara que dê certo, porque aí poderemos ter pelo menos um 'Super Peso Brasil' por ano.

Cartaz modelo 'old-school' do SPB.

Serviço – Super Peso Brasil:
Atrações: METALMORPHOSE (RJ), STRESS (PA), CENTÚRIAS (SP), TAURUS (RJ), SALÁRIO MÍNIMO (SP) e convidados.
Data: 09 de novembro (sábado)
Abertura da casa: 16h
Início dos shows: 17h15
Local: Carioca Club
Endereço: Rua Cardeal Arcoverde, 2899, Pinheiros - São Paulo
Fone: (11) 3813-8598
Classificação etária: 16 anos
Capacidade: 1500 pessoas
Ar-condicionado
Acesso a deficientes

(*) Promoção DOUBLE CERVEJA: compre 1 lata de cerveja Antarctica e leve 2

Ingressos:

1º LOTE (ATÉ 31/08)
Promocional (Pista): R$ 40
COMBO: Na compra online do pacote de 4 ingressos de pista o valor será R$ 120 (R$ 30 cada)
Promocional (Camarote): R$ 75
COMBO CAMAROTE: Na compra online do pacote de 4 ingressos de camarote o valor será R$ 240 (R$ 60 cada) - https://www.clubedoingresso.com

2º LOTE (DE 01/09 ATÉ 08/11)
Promocional (Pista): R$ 50
COMBO: Na compra do pacote de 4 ingressos de pista o valor será R$ 160 (R$ 40 cada)
Promocional Antecipado (Camarote): R$ 85
Promoção: Na compra online do pacote de 4 ingressos de camarote o valor será R$ 280 (R$ 70 cada) - https://www.clubedoingresso.com

Ingressos no dia:
Pista: R$ 60
Camarote: R$ 100

Ingresso online antecipado pelo Clube do Ingresso em https://www.clubedoingresso.com.

Pontos de venda:

Animal Records
Loja 367 - Tel.: (11) 3223-6277
Especializado em Hard Rock e Heavy Metal
Site: www.animalrecords.com.br

Manifesto Bar
Rua Iguatemi, 36, Itaim Bibi - São Paulo/SP
Fone: (11) 3168-9595
Site: www.manifestobar.com.br
Formas de pagamento: Somente Dinheiro - Promocional (Pista): R$ 40

Carioca Club
Horário: Segunda a sábado, das 9h às 20h
Formas de pagamento: Somente Dinheiro (sem taxa de conveniência)
Site: www.cariocaclub.com.br

Sites relacionados:
https://www.facebook.com/bandasalariominimo
https://www.facebook.com/Metalmorphose
https://www.facebook.com/bandastress
https://www.facebook.com/centuriasheavymetal
https://myspace.com/taurusofficial
www.brasilmusicpress.com
https://www.facebook.com/superpesobrasil


terça-feira, 2 de julho de 2013

BLACK SABBATH 35 ANOS DEPOIS - "13"




BANDA: BLACK SABBATH
DISCO: “13”
ANO: 2013
SELO: Vertigo/ Universal Music
FAIXAS:
1.    End of the Beginning/
2.    God Is Dead?/
3.    Loner/
4.    Zeitgeist/
5.    Age of Reason/
6.    Live Forever/
7.    Damaged Soul/
8.    Dear Father/
BÔNUS CD:
1.    Methademic/
2.    Peace of Mind/
3.    Pariah/

  Quando anunciaram a reunião do BLACK SABBATH original eu olhei tudo aquilo com desconfiança e desdém de um fã que há anos não via Ozzy com bons olhos. Notei ali um certo tom de oportunismo, afinal, Ronnie James DIO tinha falecido à pouco tempo dando fim ao HEAVEN & HELL e deixando Tony Iommy e Geezer Butler livres para Sharon Osbourne usá-los numa reunião lucrativa com Ozzy.
  Pois bem, mesmo assim, acompanhei de perto tudo que os cercou, como um bom fã de ROCK AND ROLL e HEAVY METAL faria. Chegado o tal 11/11/11 e a tal coletiva, tudo mil maravilhas e logo em seguida Bill Ward anuncia que não iria participar da reunião e todos sabiam já o motivo, grana e Sharon querendo pagar menos pra ele. Pô, o cara é 25% do BLACK SABBATH que todos queriam ver juntos, não seria justo ele receber como um empregado e ele com sua moral intacta saiu desta reunião que tomou ares de ‘mico do ano’. Passado tudo isso, Tony Iommy anuncia que estava tratando de um câncer, o que assustou todo o mundo metálico. E agora? Vai dar tempo de gravarem um disco inteiro antes de algo pior acontecer? Bill Ward voltaria atrás? Se não, quem será o baterista, Vinnie Appice? Tommy Clufetos? Carmine Appice? Muitas perguntas tomaram conta da web e agora, todas foram sanadas.
  Com o apoio de Brad Wilk (baterista do RAGE AGAINST THE MACHINE) o trio de Metal Ozzy, Tony e Geezer conseguiram sim completar um disco inteiro de composições com a cara do BLACK SABBATH depois de mais de 35 anos.

Anunciando a reunião ainda com Bill Ward

Já com Brad Wilk entre os senhores do Heavy Metal
  O disco que saiu recentemente no Brasil e no mundo todo sob o nome de “13” traz 8 faixas matadoras e soturnas, na versão dupla digipack temos mais 3 faixas indispensáveis no segundo CD.
  O disco começa com dois grandes questionamentos humanos como tema das canções, as já conhecidas faixas (que saíram antes do disco em si) ‘End of the Beginning’ e ‘God is Dead?’ tratam das perguntas que atolam nossas mentes e almas nos dias apocalípticos em que vivemos (na verdade, esse tema sempre existiu, desde o primeiro disco do BLACK SABBATH e continua atual), são instrumentais arrastados e bem angustiantes, o que permeia o disco e sinto neles heranças gritantes do que Iommy e Butler fizeram no “The Devil You Know” do HEAVEN & HELL em 2009, opinião de fã, claro.
  Neste disco temos ótimos temas que se destacam como as já citadas mas sempre iremos compará-las aos clássicos antigos, como por exemplo a entrada e levada de ‘Loner’ que me lembrou ‘N.I.B.’, ‘Zeitgeist’ que me trouxe aquele clima opaco e inebriante de ‘Planet Caravan’, incluindo aí os bongôs, temos também ‘Age of Reason’ que é pesadão e começa com a bateria, nesta hora me peguei pensando, como soariam os tambores de Bill Ward alí, já que os de Brad Wilk, apesar de precisos, me soaram um pouco burocráticos, mas isso caberia a Rick Rubin que foi o produtor e deveria ter dado um jeitinho né? Nada contra seu corretíssimo trabalho na produção do disco, mas ele poderia ter dado ‘um tapa’ na bateria para ela soar menos pasteurizada. Louvável mesmo é a sonoridade do baixo de Terrence Geezer Butler, letrista principal e baixista mais do que idolatrado na história da banda, ele fez jus à sua fama e continua nos fazendo pensar ‘Puta que pariu, como toca esse Geezer!’
Os vários formatos do álbum no mercado
  Temos ainda a acelerada ‘Live Forever’ e a longa e marcante ‘Damaged Soul’ onde Ozzy até nos brindou com um pouquinho da sua boa e velha harmônica.
  Fechando o disco normal, temos a maravilhosa e vezes cadenciada-vezes acelerada ‘Dear Father’, onde Ozzy dá o seu melhor e fecha o disco com aquele efeito sonoro onde tudo começou: o som da chuva torrencial  e do sino lá do primeiro e longínquo disco de 1970.
  Falar sobre os riffs de Iommy é ‘chover no molhado’ e, apesar de não encontrarmos sons acelerados e urgentes como ‘Hole in the Sky’ ou ‘Children of the Grave’ nesse disco (o que eu particularmente senti falta), é totalmente louvável ouvir do que Tony Iommy é capaz, mesmo combalido pelo pesado tratamento em combate ao câncer à que se submeteu durante essas gravações. Ele é o verdadeiro IRON MAN!
  Geezer, como eu mesmo já citei acima, está nos surpreendendo a cada faixa, faça um favor à si mesmo e ouça esse disco, seja ele em LP ou em CD (original, nada de MP3) num aparelho de som adequado e à todo volume. Não o faça em seu computador, com aquelas caixinhas fracas, senão você nunca entenderá do quê se trata esse novo disco do BLACK SABBATH.
  Brad Wilk foi correto em seu serviço, sem mais. E Ozzy Osbourne não tem mais aquela garganta dos anos 70 de ‘bruxa enlouquecida’, ele usa efeitos em sua voz e faz o que anda fazendo em sua carreira solo há alguns álbuns já, mas não compromete não.
  Senti falta de um encarte mais detalhado e com mais fotos, chega a ser vergonhoso ver que só tem 3 fotos nele. Poderíamos ter ali um belo livreto né?
  Agora, quem não comprar a versão dupla irá perder 3 ótimas e indispensáveis faixas (teoricamente claro, pois com a internet à nosso serviço, nada passa batido, mas eu sou antiquado mesmo e prefiro o formato físico, com encarte e tudo).

Confeccionando a impressionante capa de "13"
  ‘Methademic’ é tudo que eu esperei o disco todo, um som direto e com riffs ‘coceira’ de Iommy com Geezer fungando ali no cangote dele, a bateria também deu uma bela melhorada em seu andamento.
  ‘Peace of Mind’ tem uma levadona cadenciada digna da fase do SABBATH com DIO, você se pega até esperando entrar a voz dele e o baixo tá nervosão, rosnando alto! Brad Wilk dá uma enlouquecida de leve no meio da música e faz os tambores tremerem um pouco antes da canção mudar seu andamento para algo mais urgente.
  A última de verdade é ‘Pariah’, já pelo nome sabe-se que podemos esperar uma grande canção do BLACK SABBATH e é o que temos, só achei que Ozzy poderia cantar mais alto e louco do que em sua zona de conforto, onde ele ficou por quase todo o disco.

  Resumindo, esse disco veio cumprir o que se propôs a fazer, uma reunião do Ozzy com Iommy e Butler depois de 3 décadas. Sentimos muito a falta de Bill Ward aí neste disco e nesta turnê, mas nem tudo sai como queremos, é um prazer ouvir Iommy criando novos riffs marcantes e Butler nos surpreendeu o disco todo, só tenho uma coisa a dizer: Que venham mais discos do SABBATH pela frente e que desta vez seja com Bill Ward na bateria. Mas esse disco valeu muito cada centavo pago por ele.

Ozzy Osbourne, Tony Iommy e Geezer Butler

Capa do primeiro single 'God is Dead?'


Tocando durante um episódio da série de TV 'C.S.I.' para promover o novo álbum

Cartaz do show mais esperado do Brasil neste ano.