domingo, 24 de junho de 2012

PATRULHA DO ESPAÇO - "Dormindo em Cama de Pregos" (EP-2012)




PATRULHA DO ESPAÇO – Dormindo em Cama de Pregos
06 Faixas – Independente (2012)
FAIXAS:
1.       Rolando Rock/
2.       Riff Matador/
3.       Máquina do Tempo/
4.       Estrelas Dirão/
Bônus Tracks
5.       Rock com Roll/ (ao vivo 2004)
6.       Quatro Cordas e Um Vocal/
   Desde 2000 (quando a banda voltou à ativa pra valer depois de uns 7 anos mais ou menos) eu os acompanho de perto, mas perto mesmo, pois pra mim ficou latente e palpável a qualidade sonora e artística desta banda, independente da formação vigente, também percebi com profundidade a grande importância histórica que a PATRULHA DO ESPAÇO exerce na história do ROCK AND ROLL abaixo da linha do Equador e quando falo em ‘História do ROCK AND ROLL’ estou falando da verdadeira História e não essa História falsa, mentirosa, torpe e deturpada que todos contam por aí. A História a que me refiro tem personagens ímpares como OS MUTANTES, JOELHO DE PORCO, SÁ, RODRIX & GUARABYRA, BIXO DA SEDA, O TERÇO, MADE IN BRAZIL, CASA DAS MÁQUINAS, OS INCRÍVEIS, ÁVE SANGRIA, MOTO PERPÉTUO, VÍMANA e ARNALDO & PATRULHA DO ESPAÇO que mais tarde se tornaria PATRULHA DO ESPAÇO, essa instituição até hoje capitaneada pelo Baterista e Piloto da ‘Nave’ Rolando Castello Júnior que neste disco trouxe uma nova formação que conta com Danilo Zanite na guitarra e voz, Paulo Carvalho no baixo e pela primeira vez uma mulher à bordo, a vocalista Marta Benévolo, além do fato de Júnior agora cantar também.

Marta Benévolo (vocais)

  Dormindo em Cama de Pregos é um disco de curta duração (apenas 6 faixas) com capa em 'paper-sleeve', ou seja, 'envelope' mas com produção profissional de grande vibe Rocker!  Das 6 faixas, 4 são com a nova formação que já citei. A primeira faixa Rolando Rock é uma faixa autobiográfica do baterista Júnior onde eles expressam total energia Rock and Roller, imprimindo a pegada certeira e trabalhadíssima de Junior nos tambores, além da sua voz rouca e profunda, um meio termo entre JOE COCKER e LEMMY com as cacetadas de um KEITH MOON brazuca!
  Riff Matador  é malandra, pesada, tem o vocal triplo de Junior/Marta/Danilo (que além de guitarrista incrível, é co-autor desta faixa). Pegadas, riffs, vocais e ‘tapas-na-cara’ dos que desdenham desta Usina de Rock chamada PATRULHA DO ESPAÇO como, por exemplo, na estrofe “...Les Paul e Marshall, sangue e suor, A verdade cura no coração, Matando dez leões a cada dia, Somos a resistência do movimento...”
  Máquina do Tempo é uma balada linda e forte que serviu de apresentação do guitarrista Danilo Zanite aos fãs, onde ele expressa toda sua destreza como cantor, guitarrista e intérprete, com tamanha elegância essa faixa vai colar nos ouvidos dos fãs lembrando as antigas baladas cantadas pelo ex-vocalista, organista, guitarrista Rodrigo Hid.
Danilo Zanite (guitarra e vocais)

  Estrelas Dirão traz a banda de volta ao Rock Expresso, com Marta Benévolo se apresentando por completo ao lado de Zanite e Paulo Carvalho que também é um ótimo baixista, segurando a onda lá atrás como uma espécie de John Entwhistle ou John Deacon, discreto mas totalmente presente e necessário.
  Agora é a vez das faixas bônus que foram executadas por formações anteriores à essa.
  Rock Com Roll é original do disco Missão na Área 13 de 2004, aqui numa versão gravada no mesmo ano no CCSP e que deveria ter entrado no disco ao vivo Capturado ao Vivo no CCSP lançado somente em 2007, mas por algum problema não entrou e permaneceu inédita até agora (talvez pela qualidade de gravação que dá uma variação no meio da faixa). A formação que gravou esta música é a mesma que foi responsável pelo retorno do grupo em 1999, Rolando Castello Junior (bateria), Luiz Domingues (baixo, ex- A CHAVE DO SOL e futuro PEDRA), Rodrigo Hid (guitarra, vocal, órgão Hammond, futuro PEDRA) e Marcello Schevano (guitarra, vocal, órgão, flauta, futuro CARRO BOMBA)

Rolando Castello Junior (bateria e vocais)
  A segunda faixa bônus e última do disco Quatro Cordas e Um Vocal foi gravada em Junho de 2009 por Júnior (bateria), Marcello Schevano (vocal e guitarra) e René Seabra (baixista que tocou na PATRULHA em 1993 e retornou em meados dos anos 2000). Essa faixa é uma belíssima homenagem à duas perdas que o ROCK AND ROLL Brasileiro sofreu entre 2008 e 2009, o ex-baixista da PATRULHA Oswaldo ‘Kokinho’ Gennari ( o tal “Quatro Cordas) e a vocalista do MADE IN BRAZIL Déborah Carvalho (o tal “Um Vocal”) que faleceram no fim de 2008 e começo de 2009. 

Paulo Carvalho (baixo)
  Num resumo da 'ópera', podemos considerar este novo lançamento da PATRULHA DO ESPAÇO como um EP (igualmente o .com.Pacto lançado em 2003 e o Patrulha 85 do mesmo ano), mas um senhor EP, com qualidade extrema, cuidado acima da média e experiência do quem tem mais de 3 décadas nesta estrada tortuosa do ROCK AND ROLL brasileiro que muitos insistem em chamar de 'cena nacional', mas só se for 'cena de cinema', ou seja, fictícia, pois numa cena que se prese um talento tão considerável como o desta banda seria louvado e reconhecido, o que, infelizmente não acontece, vejam o que aconteceu com o ANVIL, será que vamos ter que fazer um filme com o Júnior? ACORDA BRASIL!


Patrulha do Espaço ao vivo (by Grace Lagôa)


domingo, 10 de junho de 2012

CARRO BOMBA "Carcaça", discão violento!



CARRO BOMBA – “Carcaça”
Laser Company Records (2011)
FAIXAS:
1.       Bala Perdida/
2.       Queimando a Largada/
3.       Carcaça/
4.       Combustível/
5.       O Medo Cala a Cidade/
6.       Mondo •Plástico/
7.       Blueshit/
8.       Corpo Fechado/
9.       O Fode-se III/
10.   Tortura/

  Taí uma banda que soube evoluir desde sua criação em 2004, de um power-trio que já era ótimo, e transformou num quarteto matador com a inclusão do vocalista Rogério Fernandes (ex-GOLPE DE ESTADO) em 2007 aliando seus vocais rasgados e poderosos à fúria das cordas dos fundadores Fabrízio Micheloni (baixo e coros) e Marcello Schevano (guitarra e coros ex-PATRULHA DO ESPAÇO), além das cacetadas certeiras de Heitor Shewchenko (bateria e coros).

Heitor Shewchenko (bateria)
  Depois do disco “Nervoso” de 2008 (já como quarteto), a banda só veio criando nome e entrosamento que culminou neste petardo chamado “Carcaça” que acaba de chegar nas lojas de todo país pela Laser Company com tratamento luxuoso no encarte de muitíssimo bom gosto, com uma temática de HQ e papel brilhoso com várias páginas com fotos, desenhos e todas as letras, tudo isso para embalar um dos melhores discos dos últimos 10 anos aqui no Brasil, se não for o melhor.
  As letras são explícitas, em português para todo mundo entender as mensagens que vem aos montes em faixas como Bala Perdida e O Medo Cala a Cidade que retrata a realidade das comunidades pobres da cidade grande com medo de tudo e vítimas da situação, ou então das irresponsabilidades do ser humano consigo mesmo em Queimando a Largada (com participações especiais de Heros Trench do KORZUS e Soneca e Xande do BARANGA nos coros) e Corpo Fechado. Aliás letras inteligentes é o que não falta aqui, como em Mondo •Plástico, Carcaça e Combustível.

Marcello Schevanno (guitarra)

  Para mim a melhor fica por conta de Blueshit que escancara com a mediocridade da população brasileira (em especial as de Sampa e do Rio) que todo Verão passam pelas calamidades decorrentes das fortes chuvas e consequentes enchentes e nada fazem, apenas se preocupam com o Carnaval que está chegando, tudo isso bem embaladas por riffs cavalares à lá PANTERA. Inclusive o instrumental dessa banda é digno de nota, um peso insano que se resume à apenas uma guitarra que mais parece uma orquestra delas, um baixão monstruoso, uma bateria do peso de um carro-forte e o vocal calejado e experiente que nos guia pelas amarguras das letras puramente realistas. Como acontecia com o saudoso PANTERA e o clássico BLACK SABBATH que a mídia especializada está adorando usar como parâmetro para apresentar o trabalho do CARRO BOMBA aos que ainda não o conhecem. Na verdade só digo uma coisa, se for ao show do CARRO BOMBA, vá preparado para suportar um soco na boca do estômago, chutes na cara e dentes quebrados, póis você sente o peso da banda te empurrando pra trás no peito!
  O disco fecha prematuramente com mais duas cacetadas na realidade cotidiana do brasileiro, uma contra a situação medíocre criada pelos politicamente corretos dos dias de hoje O Foda-se III (que também conta com Heros, Soneca e Xande nos coros) como já diz o nome é a terceira parte de uma série iniciada com a faixa O Pino da Granada do segundo play que lançaram ainda como trio em 2006 chamado “Segundo Atentado”. Com essa trilogia eles dizem o que todo mundo queria dizer para o chefe, o cônjugue, os pais, os vizinhos, o padre, a polícia, enfim, as autoridades predatórias de nossa sociedade. E por fim, talvez o maior hit desse disco, que tá fazendo um sucesso absurdo nos shows, Tortura com letra ácida e direta traz a participação mais do que especial de Vítor Rodrigues (ex-vocalista do respeitadíssimo TORTURE SQUAD) com uma letra que eu gostaria de destacar aqui na íntegra, mas farei apenas a última estrofe para vocês saberem do que estou falando: “Tortura é ver você/ Querendo ser mais um/ Na ditadura dos Milhões/ PAU MANDADO!”
Fabrízio (baixo) e Rogério (vocal)
  Ver Vítor Rodrigues cantando em português me lembrou a banda MOTOROCKER lá do sul do país, mas isso é apenas uma notinha do fã aqui.
  Ouvir um disco do CARRO BOMBA é uma experiência única, seja ele qual for, mas ouvir o mais recente citado aqui neste texto é mais do que uma experiência, é um grito sonoro de “ACORDA PORRA!” para quem estiver ouvindo e ver o show deles in loco então não tem comparações e nem palavras para descrever. Faça os dois!
  ALEXANDRE-WILDSHARK

Fotos: Andrea Solé, Renata Cecílio e Carro Bomba Oficial Site (http://carrobombaoficial.com.br/)



Discão ducarvalhu!


Rogério Fernandes (vocal)

Fabrício Micheloni (baixo/voz)

sexta-feira, 8 de junho de 2012


MR. SPEED – “The Snake Ass”
Independente (2011)
FAIXAS:
1.       One More Capitalist/
2.       Alone in the Darkness/
3.       Mr. Speed/
4.       Rock And Roll Suckers/
5.       Guerra Santa/
6.       On This Time/
7.       Insane/
8.       Back Off Bitch/
9.       I’m Sorry/
10.   Price to Pay/
11.   Against the World/
12.   Jon Can’t Play in the Band/
  A cena da baixa mogiana está voltando a ser aquecida por uma grande gama de bandas autorais, após um longo e negro período em que ela ficou adormecida e afundada em bandas covers (ainda tem bastante tirando espaço das autorais na noite, mas isso, é consequência dos tempos medíocres em que vivemos). Uma das melhores e mais antigas bandas autorais da nossa região é o power-trio de Hard Rock de Itapira MR. SPEED composta pelos músicos Everton Coraça (baixo e vocal) ex-HARD ATTACK e LOVE GUN KISS COVER, Rafael Coradi (bateria e vocal) e Fernando Bazani (guitarra e vocal) ex-ANONIMATO  e também integrante da LOVE GUN KISS COVER onde interpreta ‘Space-Ace Frehley’.
  Com músicos de longo currículo na cena do interior, o MR. SPEED que já tembons anos já tinha lançado alguns materiasi antes mas esse “The Snake Ass” é definitivamente o que se auto-intitula, ou seja, é “O Cú da Cobra”!
  Um Hardão sujo, estridente, politicamente incorreto e direto é o que você tem espalhado por 12 belas faixas que te faz bater cabeça o tempo todo, tocar sua ‘air guitar’ ou batucar no sofá, além de fazer pensar os mais atentos com os mais variados temas de suma importância para mentes abertas, inteligentes e de saco-cheio de tudo quanto é cretinice e hipocrisia que nos cerca no dia-a-dia, como em Rock And Roll Suckers, carro-chefe do disco, que trata explicitamente a situação vergonhosa da nossa cena dando 100% de valor e importância aos covers em detrimento aos reais artistas que se dedicam a criar algo próprio, com destaque para a voz revoltada de Everton que criou uma espécie de híbrido de estridente/agudo/gutural em meio às estrofes e ao coral ‘chute-na-cara’ do refrão. Bela escolha para divulgar o disco!
  Falar de solos de guitarras aqui é redundante para quem conhece o trabalho irrepreensível de Fernandão em todas as bandas que já tocou ao longo dos anos, mas para quem nunca o viu tocar esse aqui é um belo exemplo do que ele é capaz de fazer com seis cordas na mão, riffs cavalares e solos inspirados são apenas palavras...

Everton Coraça, Fernando Bazani e Rafael Coradi
  Guerra Santa  já no nome deixa bem explícita a temática anti-religiosa e hipócrita dos ‘homens de bem’ da nossa sociedade, o interessante é que a letra é mezzo-português-mezzo-inglês, o refrão em português deixa uma bela frase em nossas cabeças : “Todas as mentiras ensinadas por uma cruz”, nada mais a dizer.
  Everton além de vocalista principal, é um guitarrista convertido à baixista que se vira muito bem com os timbres do baixão e ainda cede o microfone principal aos companheiros de trio que também cantam muito bem sem deixar a peteca cair como Fernando faz em On This Time, melódica e muito boa, onde Everton dá um exemplo do que sabe fazer com seu baixo e a banda mostra o poder das 3 vozes unidas em coral no refrão, muito bom gosto, isso sim resume a banda, poderiam usá-la como segundo carro-chefe do disco, mostra uma outra faceta do grupo em si.

    Insane pega carona na melodia da anterior para enganar a gente, começa tranquilinha e bonitinha para nos pegar de assalto com um puta refrãozão pesado, que desemboca numas paradas meio ‘Sabbáthicas’ lá pelo meio da música com direito a um contraponto vocal gutural e fantasmagórico enquanto os riffs à lá Tony Iommi comem soltos encaminham você para um solo insano (sem trocadilhos com o nome da música), nessa hora você identifica duas distintas guitarras e te faz pensar, será que o Everton deixou baixo de lado e pegou sua guitarra por alguns instantes? Sabe-se lá.
  Com uma urgência de dar gosto Back Off Bitch abre caminho para mais um pouco de riffs ‘Sabbáthicos’ em I’m Sorry que se mescla com o melhor das influências Sleaze-Glam do grupo com peso, muito peso e melodia. Eu por pouco não a colocaria em meio ao play-list do disco “Sabotage” do BLACK SABBATH.
  Price to Pay, que eu me lembre é uma das mais antigas da banda e começa com aquele climão SCORPIONS baladeiro do final dos anos 80 e começo dos anos 90, na melhor das comparações, me lembrando Woman do disco “Face The Heat” de 1993 ou até algo do “Savage Amusement” de 1988, o importante mesmo é que é uma bela amostra do Hardão da banda, que depois descamba pro peso e melodia, com pontes e refrãos inteligentes e de extremo bom gosto., flertando até com um ‘Q’ de thrash lá pelas tantas o que acaba resultando num solo de guitarra digno do METALLICA dos bons tempos.
  Posso arriscar dizer que Against the World é a que mais se aproxima de um tema comercial neste disco, e mesmo assim ainda habita a área dos maditos do Rock, lembrando um pouco do trabalho dos irmãos Busic (PLATINA, CHEROKEE, TAFFO, SUPLA, DR.SIN...)no refrão e a última faixa do disco, Jon Can’t Play in the Band me deixou cara-a-cara com influências de GOLPE DE ESTADO, corrijam-me se eu estiver errado.
  Resumindo, MR. SPEED (guarde bem este nome) é mais um exemplo de ‘pérolas aos porcos’ que temos neste país, mais um grupo de talento que será deixado de lado por causa da falta de interesse do público atual pelas bandas novas e autorais de fora do esquemão. Mais uma banda que não conseguirá trabalhar seus discos por causa da alta temporada de bandas covers que sempre tocam todas as mesmas músicas. Mais uma banda que facilmente poderia se tornar grande se tivéssemos profissionais sérios na cena nacional do Rock And Roll. Mais uma banda que irá entrar para o rol das mesmas bandas talentosas que sumiram sem deixar vestígios como TOYSHOP, PENÉLOPE, EXÓTTICA, PEDRA, MONSTER, PITTBULLS ON CRACK, HIP MONSTERS, BIG BALLS, ACRON, ANJOS DA NOITE, TUATHA DE DANANN, CARRÃO D GÁS, ANTI-TAPE, REI LAGARTO... Não deixem isso acontecer de novo.
Ouçam em : http://www.mrspeed.xpg.com.br/pgvideosband.htm
Contatos:
ALEXANDRE-WILDSHARK


MR. SPEED comemorando mais uma das várias premiações que eles conquistaram.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

NOITE PUNK NA TAVERNA CAMELOT

  

 
  Recentemente o Pub Taverna Camelot, que fica situado na divisa entre Mogi Guaçu e Mogi Mirim ainda do lado guaçuano, abriu suas portas para uma noite não muito usual por lá, uma noite Punk!
  Sim, o bar, que na verdade esta se tornando cada dia que passa em um espaço cultural para um público seleto e inteligente, onde pode-se degustar várias iguarias, drinks, caldos e afins ao som do bom Rock and Roll e que toda quinta-feira se torna um espaço voltado aos colecionadores de Vinil entre outros costumes, resolveu, na figura de seu proprietário, o 'Taverneiro' Valter Munhoz e sua esposa Eliane Munhoz, abrir as portas à duas bandas de Mogi Guaçú e Mogi Mirim de Punk e ainda por cima de material autoral, o que anda em baixa na cena local que só dá valor aos covers de sempre.

Valter e Eliane Munhoz
  Pois bem, Valter convidou as bandas TAQUICARDIA dos irmãos Arcenowics, Gustavo 'Formiga' ( ex-baterista do WILD SHARK e ESPELHO LABIRINTO) e Rafael 'Cabelo' na guitarra e voz, além do baixista André Rosa e o TOXEMIA, uma banda que une fãs de Metal e Punk que tem em seu line-up Amarildo (vocal), Marlos (bateria e vocal ex-SUCO DE LIXO), Régis (baixo) e Isaias (guitarra também do ARTILHARIA METÁLICA). Nesta noite de Metal-Punk a casa lotou de verdade e o som comeu solto até altas horas. Começando com o show do TAQUICARDIA que rolou por mais de uma hora só com sons próprios que precisam ser registrados num CD o mais breve possível. Entre eles "Qual a Razão?", "Vermelho Sangue" e "Marimbondo no Limoeiro".

Visão Geral da frente antes do ápice da noite

Rafael guitarrista e vocalista doTAQUICARDIA
TAQUICARDIA
   Na sequência veio o Metal-Punk do TOXEMIA que arrastou uma legião de fãs das antigas pro Taverna Camelot, gente que há muito não aparecia deu as caras por lá pra rever o Amarildo (vulgo Tiozinho) e o Marlos tocando novamente, agora aliados à dois caras do Guaçú, que, apesar de serem veteranos no underground regional não tiveram bandas antigas como o Amarildo que roda por ai desde os anos oitenta carregando a bandeira do Hardcore. Régis, ou simplesmente Reginaldo, já teve algumas bandas anteriores de Punk e que acabaram desembocando nesta que realmente se firmou na cena e o Isaías tá aí pra defender o Metal com o ARTILHARIA METÁLICA e dar umas pitadas metálicas ao Punk Crust do TOXEMIA.
  Do set dos caras não faltou a introdução épica com o hino "Papa Nazista", "Venceremos", "Cenas de Violência", onde os fãs já estavam abrindo pequenas rodinhas de 2 ou 3 na calçada e dentro do recinto, que é pequeno diga-se de passagem, "Hardcore Não é Capitalismo", mandando um toque pros 'punkzinhos de Allstar', as anti-eleições "Auxilio Terno" (com uma letra maravilhosa e que foi parar no Youtube recentemente) e "Foda-se" dedicada ao prefeito local e tantos outros que se espalham pelo nosso rico/pobre país.
  Daí em diante a Festa pegou fogo com o TOXEMIA revezando os instrumentos entre sí e convidando amigos e fãs para cantar e tocar sons com eles numa enorme Jam da União entre Punks e Headbangers, onde rolaram desde OLHO SECO até SLAYER.
  Resumo da noite: Passamos mais uma excelente noite de sábado na Taverna Camelot que já era um lugar agradável e agora fica mais importante ainda para a cena pois está abrindo suas portas para bandas de material próprio, bandas autorais das quais estão cada vez mais relegadas às migalhas jogadas pelas bandas covers...
  Parabéns às bandas, ao público e claro, aos proprietários desta nova e já importante casa da região da Baixa-Mogiana.
Fotos: Alexandre e Luciane Bueno.
Sandro cantando com o batera Marlos "Isso é Olho Seco" 
interior da Taverna

Amarildo e Isaías (TOXEMIA)
Régis (TOXEMIA)
Público = Casa Lotada

Marlos (TOXEMIA)
 
Régis (TOXEMIA)

Isaías (TOXEMIA)

Marlos (TOXEMIA)

Amarildo (TOXEMIA)
Jam com a  turma do ARTILHARIA METÁLICA

Polaco do A.M. com o TOXEMIA

Marlos curtindo nas Jams

André Rosa (TAQUICARDIA)

Rafael (TAQUICARDIA)

TAQUICARDIA ao vivo

TAQUICARDIA

TAQUICARDIA

Formiga do TAQUICARDIA

Galera Headbanger presente



Rodas e agitações

TOXEMIA

"Isso é Olho Seco...SECO...SECO!"

Marlos concede o microfone à Régis (TOXEMIA)

Régis, Isaías e Marlos (TOXEMIA)

Régis e Marlos (TOXEMIA)

Amarildo e Isaías (TOXEMIA)

Isaías (TOXEMIA)

Amarildo na bateria

Paulinho e Polaco do ARTILHARIA com Amarildo na bateria

80% do ARTILHARIA METÁLICA

Valter 'Taverneiro'