domingo, 5 de novembro de 2017

KRULL – 19 anos de experiência e um novo nome!



DISCO: “Metal Swords and Fire”
ANO: 2016
SELO: Heart of Steel
Rec (Ita)
FAIXAS:
1.  Metal Swords and Fire/
2.  Hammer of the Gods/
3.  Heroes of Our Land/
4.  Higher (Destruction)/
5.  Crossing the Gates/

  Esta banda da cidade de Itú (SP) tem mais de 19 anos de estrada sob nomes como SUPREMA e ETERNAL FATE, mas desde 2015 vem atendendo pela alcunha de KRULL por motivos de
respeito à antiga formação.
  Com três EP’s na bagagem e muitas gigs com grandes nomes do underground nacional e internacional, a banda tem firmados contratos de distribuição mundo afora com alguns dos mais ativos selos e distros da cena pesada.
  Executam um som afiado e acelerado na linha NWOBHM e
dos tradicionais nomes alemães também como ACCEPT e GRAVE DIGGER com temáticas baseadas na Era Hiboriana, Era Medieval, Contos de Terror entre outros assuntos peculiares e condizentes com a sonoridade.


  Vocais que passeiam entre o agudo e o grave, com uma acidez e rispidez herdada da escola germânica do Heavy Metal, guitarras melódicas e pesadas, bateria e baixo ultra velozes e cavalares completam a
sonoridade desta grande banda do underground nacional que apesar de ter quase duas décadas de estrada ainda tem muito a oferecer sem esmorecer.
  Que venham mais vinte anos pela frente e com êxito, é claro!

  Contatos:
https://www.youtube.com/channel/UCdgPwJVIKdkOcphCcdQSBBA





domingo, 29 de outubro de 2017

PRIMATOR: De Charles Darwin à Dark Avenger, passando por Savatage e Iron Maiden


BANDA: PRIMATOR
DISCO: “Involution”
ANO: 2014
SELO: Independente (http://bandaprimator.com.br/site/)
FAIXAS:
1.  Primator/
2.  Black Tormentor/
3.  Deadland/
4.  Flames of Hades/
5.  Erase the Rainbow/
6.  Caroline/
7.  Let Me Live Again/
8.  Face the Death/
9.  Praying for Nothing/
10.      Involution/

  Grande nome da cena paulistana do Heavy Metal há mais de sete anos, o PRIMATOR traz neste disco seu début apostando naquela sonoridade que influenciou umas duas gerações no mínimo, o hoje reconhecido como Heavy Metal Tradicional, ou seja, aquela linhagem clássica de grandes nomes como SAVATAGE, IRON MAIDEN, DARK AVENGER, QUEENSRÿCHE e até um pouco da carreira solo do BRUCE DICKINSON (ao lado do Adrian Smith), inclusive o vocal de Rodrigo Sinopoli (também responsável pela arte da capa) é muito próxima da linha usada por Dickinson na época do disco “The Chemical Wedding” de 1998.
  A banda é afiadíssima e tem um instrumental convincente e nenhum pouco cansativo, é a dose certa pra agarrar os apaixonados por Metal/Arte pelos tímpanos e emoções.

  Márcio Dassié e Diego Lima destrincham suas guitarras com maestria e emoção pura, a cozinha, por parte de Andre dos Anjos (bx) e Lucas Assunção (bt) é aquela que a música necessita, virtuosa, mas concisa, sem exageros.
  O disco é baseado nas ideias Darwinianas desde a capa até o material lírico, desenrolando aquela máxima do maior massacrando o menos, do ser humano destruindo para se reconstruir, uma filosofia de involução.
  A banda possui um trabalho profissional de divulgação em vários canais em que você pode conferir suas músicas, clipes, manter contato com eles e até adquirir o material físico, principalmente, para ajudar a banda a manter uma produção futura com a mesma qualidade oferecida neste primeiro passo. Contate-os via:







sábado, 21 de outubro de 2017

SUNROAD - a sétima dose do HARD/AOR nacional em grande estilo!


BANDA: SUNROAD
DISCO: “Wing 7”
ANO: 2017
SELO: MusiK Records

FAIXAS:

1.  Destiny Shadows/
2.  White Eclipse/
3.  In the Sand/
4.  Misspent Youth/
5.  Tempo (What is Ever)/
6.  Whatever/
7.  Skies Eyes/
8.  Day by Day (Delaying)/
9.  Craft of Whirlwinds/
10.      Drifting Ships/
11.      Brighty Breakdown/
12.      Pilot of Your Heart/
13.      Last Sunray in the Road/

  Mais um grande nome da cena Hard Rock nacional que é bem conhecida lá fora e aqui necas! Como pode? Uma banda com 21 anos (oriunda de Goiás) e grandes endorses, tendo tocado ao lado de gigantes internacionais fica relegada ao underground do underground nacional, afinal, Hard Rock não é um estilo mais abraçado pela cena nacional, a terra do SEPULTURA e do KRISIUN tem o hábito de deixar de lado as bandas do tradicional estilo ‘americanizado’, sejamos francos aqui e isso força esses grandes talentos a se dedicarem ao mercado exterior o que cria muitas discrepâncias, mas enfim...
O restante da discografia do SUNROAD

  Com seis álbuns na bagagem, uma coletânea e um DVD a banda lança agora em 2017 o sétimo álbum “Wing 7” com muita influência dos grandes nomes do estilo, CINDERELLA, DR. SIN, WHITE LION, MSG, VAN HALEN, FIREHOUSE, DOKKEN só para citar alguns, mas com aquele diferencial indefinido que só um artista brasileiro tem perante o mundo.
  O instrumental dá aquele destaque às guitarras e vocais que são primordiais ao estilo, dando projeção ao talento de Neto Mello (g) e André Adonis (vocais, teclados), com uma cozinha muito talentosa por detrás nas pessoas do fundador Fred Mika (bateria) e Akasio Angels (baixo) ambos fazendo grandes harmonias nos backing vocals também. As letras também não decepcionam, ou seja um pacote completo pra fãs daquele Hardão que aprendemos a adorar (e alguns a odiar, mas que com o tempo, viraram a casaca... hahahaha).

  Eu recomendo fortemente essa banda e esse disco que não me deixa destacar faixas em detrimento das outras, afinal, aqui temos as mais aceleradas, as mais festivas, as mais cadenciadas, aquela baladona, todas com a dose de peso mais que necessária!
  Corra atrás do seu, pois banda veterana sabe o que faz!

HERETÏC volta agora com dose dupla de arte instrumental!


BANDA: HERETÏC
DISCO: “The Errorïsm”
ANO: 2016
SELO: Two Beer or not Tow Beer Music/ Blastbeat Records
FAIXAS:
DISCO 1
1.  Grounds of Kalinga/
2.  Amlid/
3.  Sumerian Counsel/
4.  Chocked in Cicuta/
5.  Sitar Fusion/
6.  Drown in Apsu/
7.  The Errorism/
8.  Mirage/
9.  Trampled by War Elephants/
DISCO 2
1.  Summoning the Greek/
2.  Bite the Sand/
3.  Act IV (live!)/
4.  Black Genius/
5.  Echoes/
6.  Act I (live!)/
7.  Birth of Ashoka/
8.  Ruins/

  Pois é, cá estamos nós defronte a mais uma obra ímpar deste projeto musical goiano de extremo talento que, na pessoa de Guilherme Aguiar, nos apresenta agora um CD duplo com nada mais nada menos que 17 faixas instrumentais de muito peso, esmero, mil-e-um instrumentos de todas as partes do planeta e sem uma definição concreta e comercial do que pode ser o rótulo de tudo isso. É o HERETÏC fazendo jus ao seu nome, desta vez trazendo esses dois CD’s encartados em um digipack em formato de embalagens de DVD e extremo bom gosto na arte em geral, temos aí todas àquelas influências já apresentadas no disco anteriormente resenhado pelo Shark (http://tocadoshark.blogspot.com.br/2017/07/heretic-e-death-e-heavy-e-musica-etnica_15.html) e onde percebi um acréscimo de pitadas sonoras que me remeteram ao THERION, NILE e até PARADISE LOST, sem contar os já esperados DEATH e MELECHESH e até uma referência à nossa pátria mãe já na segunda faixa ‘Amlid’, nome sugestivo esse!
Guilherme Aguiar
  Por fim, não vou ficar com verborragia sem sentido aqui e logo deixo os canais pra vocês tirarem suas próprias conclusões:
Clipe da faixa ‘Trampled by war Elephants’:


Fotos extraídas do Facebook oficial da banda.


quarta-feira, 18 de outubro de 2017

“FRIDAY METAL FEST II – Uma sexta feira 13 old-school!”


“FRIDAY METAL FEST II”
BANDAS: HIGH BUTCHER
EM RUÍNAS
SLAMMER
DATA: 13 de Outubro de 2017
LOCAL: Barones Club (Paranaguá/PR)
  Eis que tivemos uma Sexta-Feira 13 com uma trilha sonora legítima na semana passada, afinal, foi uma noitada totalmente Thrash Metal 80’s com três bandas que podemos chamar de legítimas veteranas da cena, afinal o HIGH BUTCHER (de Paranaguá) foi formado em 2004, o SLAMMER (de Curitiba) vem lá dos anos 90 (com uma pausa, retornando recentemente) e o EM RUÍNAS (de São Paulo) também tem uma estrada de 15 anos e todas honrando o Underground metálico!

  Começando a barulheira por volta das 23:30, o HIGH BUTCHER já entra com a plateia na mão, afinal, eles eram a ‘prata da casa’, um público pequeno sim, mas literalmente na palma da mão do vocalista Belo Butcher e de sua trupe. Durante a hora seguinte eles debulharam nove sons autorais, totalmente velozes e estridentes, numa linha próxima de monstros como EXCITER e OVERKILL, só pra ficar em dois nomes.
  Uma sucessão de bate-cabeça na frente do palco deu mais gás pra banda que estava com o som perfeito e explosivamente alto, sem distorcer ou incomodar. Destaque pra canção ‘Metal is Our Mission’ que é um hino da banda!
Belo Butcher (HIGH BUTCHER)

  Um intervalo curto serviu pra galera se recompor nas externas da casa e confraternizar enquanto o EM RUÍNAS passava o som começando rapidamente o show que contou com o guitarrista/vocalista da banda ÁLCOOL Lucas Chuluc no baixo e o batera Cave Hoffmann (do LEATHERFACES) acompanhando o batalhador fundador da banda Igor Lopes (g/v).

  Com pouco mais de 40 minutos de show, a desgraceira tomou uma proporção absurda durante o show do EM RUÍNAS onde a galera antes ensandecida, além dos headbangin’ agora se jogavam pro alto e pra trás com direito até a chuva de cerveja na geral. A banda executou nove autorais, entre elas a mais nova ‘Furiosa’ (inspirada na heroína do filme Mad Max) que saiu em single/vinil e o hino ‘Headbanger Race’ que antecedeu o final destruidor com uma versão brutal de ‘Victim of State Power’ do RUNNING WILD que contou com a participação do baixista/vocalista Urso que em seguida entrou com sua banda SLAMMER no palco para a derradeira overdose de brutalidade desta noite.
Cave Hoffmann (EM RUÍNAS)

EM RUÍNAS com Urso (SLAMMER) no baixo

  Já passava das 2 da manhã quando o trio curitibano SLAMMER entrou no palco para apresentar seu Brutal Heavy Metal como os próprios integrantes definem seu estilo, o que se pôde ver foi um set curto devido ao horário estendido, mas isso não foi motivo para acalmar a fúria e a sede por bate-cabeça dos presentes, o trio já entrou de cara com os dois sons de seu single lançado recentemente ‘Sons of Evil’ e ‘Antichrist´s Rage’ e mostrando que o tempo parado não atrapalhou em nada esses três veteranos da cena nacional. O que se seguiu foi um atropelo que transportou muita gente ali, incluindo esse que vos relata, a uma época de ouro do Metal, lembrando VENOM, EXCITER e MOTÖRHEAD. 

  Antecedendo o fim mandaram uma versão matadora de ‘Snowblind’ do BLACK SABBATH e encerraram com ‘The Slammer’ que já se tornou uma canção indispensável em suas apresentações com o refrão cantado com os punhos cerrados por muitos presentes.
  Em resumo, foi uma noite para celebrarmos e honrarmos aqueles que muito fizeram em nome do HEAVY METAL e do Underground num passado não tão distante assim, mas beeeeem diferente do que vivemos atualmente, afinal, uma noite dessas sendo acompanhada por pouco mais de 50 pagantes é uma tristeza, mas como os vocalistas da noite justificaram, ‘somos poucos, mas somos verdadeiros’. Só que fica na minha cabeça aquela pergunta: “Por onde andam aqueles caras e minas que, de dia, desfilam pelas ruas com suas peitas pretas desenhadas com pentagramas e logotipos de bandas trevosas?”

  Agradecimentos ao Leonardo Cardoso (RF Produções Underground) e Thelma Roza pelas colaborações para esta resenha com fotos e detalhes.


André Magrelo (bx) HIGH BUTCHER

Igor Lopes (EM RUÍNAS)

EM RUÍNAS & Urso (SLAMMER)

Jairo (SLAMMER)

Igor (EM RUÍNAS) & Urso (SLAMMER)

                          LINKS RELACIONADOS:


quarta-feira, 27 de setembro de 2017

TUPI NAMBHA – Metal tribal da capital do país honra nossas raízes sem vergonha ou meias palavras!



BANDA: TUPI NAMBHA
DISCO: “Invasão Alienígena”
ANO: 2016
SELO: Independente (www.tupinambha.com.br)
FAIXAS:
1.  Invasão Alienígena/
2.  Antropofagia/
3.  Tribo em Guerra/
4.  Tupi Nambha/
5.  Galdino pataxó
6.  Feiticeiro/
7.  Ayahuasca/

  Eu sempre fui um grande entusiasta do Heavy Metal brasileiro, quando ele é cantado em bom português eu fico mais fissurado ainda, agora quando ele defende nossas raízes, aí é paixão mesmo, principalmente quando a dedicação dos músicos envolvidos é tamanha ao ponto deles desenvolverem fluência suficiente na nossa língua primária, o Tupi ao ponto da banda escrever e cantar nesta língua, aí eu vejo que o material deve ser louvado acima da média, principalmente por que o material é de excelente qualidade sonora!

  O TUPI NAMBHA do Distrito Federal (Recanto das Emas/Brasília) não é a primeira e nem a única banda a fazer isso, pelo contrário, temos aí grandes expoentes como o ARANDU ARAKUAA e uma galera forte daquele coletivo que ficou conhecido anos atrás como “Levante do Metal Nativo” que levam a público nossas raízes nordestinas e indígenas, algumas chegando a cantar em línguas indígenas em uma faixa ou outra inclusive, mas um disco todo eu só vi até agora o ARANDU ARAKUAA e o TUPI NAMBHA aqui citado com este primeiro EP de extrema qualidade sonora, gravação de primeira, peso do Heavy Metal e muitas percussões tribais (nada que se chame de exagerado, diria necessárias). Falando assim muitos lembrarão do SEPULTURA e até do ANGRA, mas aqui não vejo relações, o trabalho desta banda é bem original e a cara deles, aliás, uma dupla de músicos na verdade, Marcos Loiola e Rogério Delevedove desenvolveram esse baita material todo cantado e escrito em Tupi antigo com auxílio do Tupinólogo Eduardo de Almeida Navarro e do desenhista João Rafael que desenvolveu toda arte esclarecedora da capa e encarte muito detalhado com a inclusão das letras.
Marcos Loiola (v) e Rogério Delevedove (g) - TUPI NAMBHA

  Um adendo cabe aqui. Eu gostaria de ver nos encartes também as letras em português para maior assimilação dos temas por parte de nós reles mortais que não dominamos vergonhosamente nosso dialeto ancestral. Mas creio que a falta de grana e espaço impossibilitou isso à princípio, o que pode ser resolvido num futuro lançamento.

  Mais infos:





segunda-feira, 25 de setembro de 2017

CONFRATERNIZAÇÃO UNDERGROUND DE GUARATUBA/PR 2017


“CONFRATERNIZAÇÃO UNDERGROUND”
Evento Beneficente – 16/09/2017
Wine House Bar (Guaratuba/PR)


  Eis que mais uma vez a RF PRODUÇÕES UNDERGROUND, na pessoa de Leonardo Cardoso, ofereceu um grande festival na cidade litorânea de Guaratuba/PR com 15 bandas (das quais 14 marcaram presença), em um ótimo ambiente com som excelente e uma boa causa. Nas palavras do próprio organizador o evento, como já diz o nome, era pra ser somente uma festa de confraternização da cena Underground da região de Curitiba e litoral paranaense reunindo várias bandas parceiras e amigos que sempre estão presentes e era pra ter rolado na cidade vizinha de Matinhos (PR) no mês anterior, mas, com problemas que sempre surgem pelo caminho, o evento foi transferido de data e sede, aliando assim o útil ao agradável, viabilizando uma arrecadação de brinquedos para serem distribuídos às crianças carentes de Guaratuba no Natal de 2017, a exemplo do que foi feito em 2016 com menos prazo. As bandas toparam e o evento foi 100% beneficente com as bandas marcando presença sem levar nenhum ca$h em troca, nem a organização.

  Pois bem, o evento começou bem cedo com as bandas CAIÇARA JUNK de Groove Rock and Roll da cidade de Matinhos (PR) seguidas da Punk curitibana RABO DE GALO e da SARA 572 da cidade de Pinhais (PR) que, segundo eles, faz um Bronco/Punk/Ska.
  Por volta das 19hs cheguei no rolê e o coro  já estava comendo com a única banda catarinense do dia, INCÊNDIO HC de Garuva (SC) que desceu a laje juntamente com a seguinte E.G.M. de Crossover/Punk do lendário Topêra, vocalista veterano da cena curitibana, aliás, o E.G.M. (uma piada sacana com o ex general/presidente Emílio Garrastazu Médici) foi a banda que mais levou público ao evento, promovendo um verdadeiro caos-festa-punk durante sua apresentação!
  De repente, tudo mudou, com a banda de São José dos Pinhais (PR) NEOGENESE o clima que tomou conta do bar foi de orgulho metálico, sim, o NEOGENESE faz aquele Heavy Metal clássico na linha dos primeiros SAVATAGE entre outros grandes nomes do estilo, foi bate cabeça e punhos no ar, exaltando os ‘Devil-Horns’ e com participação de um senhorzinho chapado dançando em meio aos cabeludos, sim, um evento Underground que se preze tem que ter um ‘tiozinho chapado’ e alguns cachorros na porta.
E.G.M. - Punk Rock/Hardcore de Curitiba/PR

  Também de SJP o ALUCINADOS trouxe um misto de Metal/Punk, mas com o set mais curto do evento até agora não sei porque, tirando o fato da maior parte do público preferir ficar lá fora bebendo à ver as bandas. Que tempos estranhos estes que o Underground nacional vive!
  CONTESTE O ÓBVIO uma das bandas mais fodas da noite, também de SJP executou um Metal/Core raivoso e contestador (sem trocadilhos) que foi seguida por duas bandas que são praticamente uma, apenas trocando algumas posições entre os membros, ALMA NEGRA e TRIPANOSSOMA ambas de Curitiba executando um Metal eficaz em alto e bom som.
SLAMMER (veteranos do Metal curitibano)

  Outro dos grandes shows da noite ficou à cargo da já lendária SEM FUTURO também da capital paranaense e que trouxe aquele Punk’77 que expele pelo ar a urgência dos lendários STOOGES, STIFF LITTLE FINGER, MC5 entre outros, sem dúvida uma das melhores performances da noite!
  Madrugada à dentro, público baixo já, infelizmente, recebeu dose dupla de Metal cheio de maldade dos curitibanos do SLAMMER, veterana banda dos anos 90 que está de volta à ativa com forte influências dos trios nervosos do Brutal Heavy Metal como EXCITER, VENOM entre outros, barulheira cheia de testosterona que combinou bem com a banda seguinte HIGH BUTCHER de Paranaguá, com fortes influências de IRON ANGEL, DEATH ANGEL, ANNIHILATOR, KING DIAMOND entre outros grandes nomes do estilo. E finalmente encerrando essa maratona hercúlea de som pesado quase às 5 da manhã veio o Rock and Roll & Blues do S.O.S. BLUES de Matinhos, executando com maestria o que sabem fazer de melhor que são as raízes de tudo isso que amamos chamar de ROCK AND ROLL pesado (e todos seus subestilos).
NEOGENESE - Heavy Metal épico no palco

  A banda de São Paulo US KBÇA DI PRÉGO cancelou sua apresentação em cima da hora sem muitas explicações.

  Mais uma vez a equipe do RF PRODUÇÕES UNDERGROUND merece todos os cumprimentos pela missão louvável de preservar a nossa cultura (ou seria contra cultura?) marginal e de ajudar a parcela mais necessitada da sociedade esquecida pelo poder público, sim a arrecadação de brinquedos foi alta e satisfatória, mas, particularmente, eu acho que o público sempre pode ser maior e mais participativo, pois também não adianta muito ir pra ficar do lado de fora e ignorar sumariamente as bandas que não são de seus amigos deixando-as tocando pras moscas enquanto você fica sustentando o dono do bar na calçada. Fica a dica de quem quer ver a cena viva!
(Fotos gentilmente cedidas por Thelma Roza)

Aliança metálica! (SLAMMER e HIGH BUTCHER)

SLAMMER em ação

S.O.S. Blues (Matinhos/PR)